Não vou começar me apresentando. No decorrer dos acontecimentos vou narrando os eventos e adicionando as informações devidamente elucidativas. Para o episódio de hoje basta dizer que sou estudante de Arquitetura e Urbanismo e trabalho com Restauro do Patrimônio Histórico.
Comecei trabalhando em um edifício que se encontra na Alameda Cleveland, do lado da Estação de trem Júlio Prestes. Para chegar ao meu destino, descia no metrô Luz e caminhava alegremente pelas ruas até lá. Um detalhe básico: passava alegremente pelas ruas da CRACOLÂNDIA.
Então, por este detalhe, depreende-se que não era uma caminhada exatamente agradável, mas me rendeu muitas experiências pelo menos interessantes. Vi muita coisa... Muita gente. Vi coisas que me apertaram o coração a ponto de me tirar lágrimas. Outras que me apertaram o estômago a ponto de me tirar o apetite. Muitas cenas tragicômicas também, daquelas que vc pensa: Estaria eu num filme do Adam Sandler, com aqueles personagens bizarros de fala non-sense?
Certa vez andava displicentemente, cantarolando mentalmente, quando passo por um mendigo. (tá, nessa região é mais fácil ver um mendigo ou uma p*** que carros na rua, praticamente). A criatura tinha provavelmente 1,40 de altura... SIM estou exagerando. Eu tenho 1,75... O que me faz alta em comparação com muitas pessoas. Mas ele era realmente pequeno.
Beleza... Vem se aproximando de longe, com aquela graça zeca pagodesca e aquele gingado brasileiro malandro... Chega mais perto, me olhando fixamente. A esta altura já senti no íntimo de meu ser que viria uma das famosas CANTADAS DE MENDIGO. Quem já ganhou uma, sabe do que estou falando! Com uma voz rouca e sensual, linguajar perfeito, uma mistura de Luís Inácio Lula da Silva e Batman Begins... Me diz delicadamente: (gritando pra a rua inteira ouvir) "NAAAAOOOUSSSA, NUM SABIA CA BARRRRBANDAVA*!" (créditos a Bruno Botter pela perfeita transcrição).
Eheeee laiáááá! Pelo menos me arrancou um sorriso em plena segunda-feira ao meio-dia. Vamo combiná que o cara ousou! Não bastasse usar o crássico galanteio da boneca, ainda enfiou uma barbie (boneca de luxo, honey!) no meio! Biscoito fino... O próprio Don Juão da cracolândia, um Casavelha. Mas o melhor era a voz. PENA não ter gravador nos olhos, nem entrada USB no cérebro. Daqui a pouco inventam essas coisas.
Mais milhões de histórias me ocorreram neste trajeto. Algum dia eu conto!
Abraço pra quem fica!
*tradução: Nossa! Não sabia que a Barbie andava
4 comentários:
Tá ganhando todos hein Mari??
Manda um abraço pra todo mundo!
E te cuida por esses pontos turisticos que tais caminhando!
Bjo prima!
Rafael Bispo
hahaha Pode deixar Rafa! Nem te levei pra conhecer essas bandas... Viu como perdeu? =P
Bjos primo!
é o lirismo escancarado
Da-lhe Mendigo Queen
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