Então é natal. E o que você fez?
Eu, como de praxe, me empanturrei de arroz, farofa, peru e seus acompanhantes natalinos. Tive aqueles animados bate-papos natalinos e comi as sobremesas natalinas. Claro, tudo isto imbuída do mais genuíno espírito natalino. Mas não foi tudo tão bonito quanto eu esperava. Tudo começou horas antes do esperado. Era uma vez...
Eis que Dorian decidiu por livre e espontânea vontade desperdiçar um pouco da magia do natal obrigando-nos a fazer a troca de presentes em plena manhã do dia 24. Usou para tanto de um argumento ludibriador “mom’s heartbreaker”, anunciando dramaticamente que não passaria a noite de natal conosco. Minha mãe nos obrigou, muito energicamente, a trocar os presentes às 10 horas da manhã. Beleza... Eu gostei de ganhar presentes e mais ainda de distribuir os que comprei! Mas não é a mesma coisa que distribuí-los na ceia de natal, todos devidamente empetecados e perfumados. Ninguém merece, na manhã da véspera, com aquele mau-humor pós-despertar, cabelos esvoaçantes e olhos empapados ter que sorrir e abraçar os familiares. Não foi exatamente agradável. E mais desagradável ainda foi saber depois que tudo isso não passava de truque de Dorian para ganhar presente logo, já que o dondoco estava ansioso. Imaginem minha satisfação.
Mas, bem, ao menos todos ganharam vários presentes e ficaram felizes. Embora nada tenha mais a graça que tinha quando eu era criança. Tinha aquela expectativa pro natal, tentar adivinhar qual seria o presente... Meses antes já sonhava com todas as novidades da indústria de brinquedos. Na minha casa não existia aquela encenação básica de Papai Noel, com suas renas e seus anões, porque meu pai nunca nos deixou acreditar no bom velhinho. Achava errado mentir para as crianças e sempre nos disse que era ele e minha mãe quem nos dava os presentes. De forma que eu nunca me importei com a não-existência do Noelzão, fazendo assim eximiamente o papel de destruidora de fantasias infantis. Descobri cedo minha missão de levar a mensagem ao mundo, contando a todos os coleguinhas a verdade aterradora. Meus olhos deviam brilhar ao descobrir mais um incauto santa’s believer. Era o momento de soltar a bomba: Aê OTÁRIO! Inocente, juvenil! Acorda! Essa tua alegriazinha medíocre é uma FARSA. Esse velho pançudo não existe! Quem compra seus brinquedinhos queridos são seus pais, aqueles engana-trouxa! MUAHAHAHAHA (risada maligna).
(Espero que nenhuma criança ludibriada leia isso... Hoje me arrependo de tudo. Era muito grande para uma criança o fardo de carregar a verdade, logo, eu precisava extravasar). Bom, pulando a parte do Papai Noel, rolava todo o resto da encenação. Árvore de natal ultra-master-hiper-enfeitada, tanto que eu mal sabia a cor da árvore mesmo... O verde ficava escondido em meio a tantas bolas brilhante, laços, pinhas, flores, neve, papais-noéis (sim, porque mesmo sendo falsos, eles se penduravam na minha árvore) e afins. Tinha a mesa decorada, as comidas especiais e os presentes!
Ah... Os presentes. Minha tradição pessoal era andar sorrateiramente até os pés da árvore, onde minha mãe os depositava, e abrir os embrulhos para descobrir o meu. Isso quando minha mãe não estava em casa! Depois eu os reembrulhava cuidadosamente e treinava a cara de surpresa que faria ao receber o meu. Obviamente, o serviço de uma criança desengonçada como eu ao abrir uma embalagem cheia de durex não devia ser muito bem feito. Muito provavelmente eu rasgava umas partes, assim, minha mãe passou a esconder os presentes em algum lugar e só colocá-los na árvore na noite de natal! Então migrei a tradição para a caça aos presentes. O resto continuava o mesmo...
Nada tem tanta graça quanto costumava ter nestes bons tempos de diversão pueril, mas o natal ainda me apetece. Assim, registro aqui o meu desejo de Bom Natal a todos! E que 2009 nos traga suculentas surpresas. Nham!
Buon Natale e Felice Anno Nuovo! Ci vediamo!
Eu, como de praxe, me empanturrei de arroz, farofa, peru e seus acompanhantes natalinos. Tive aqueles animados bate-papos natalinos e comi as sobremesas natalinas. Claro, tudo isto imbuída do mais genuíno espírito natalino. Mas não foi tudo tão bonito quanto eu esperava. Tudo começou horas antes do esperado. Era uma vez...
Eis que Dorian decidiu por livre e espontânea vontade desperdiçar um pouco da magia do natal obrigando-nos a fazer a troca de presentes em plena manhã do dia 24. Usou para tanto de um argumento ludibriador “mom’s heartbreaker”, anunciando dramaticamente que não passaria a noite de natal conosco. Minha mãe nos obrigou, muito energicamente, a trocar os presentes às 10 horas da manhã. Beleza... Eu gostei de ganhar presentes e mais ainda de distribuir os que comprei! Mas não é a mesma coisa que distribuí-los na ceia de natal, todos devidamente empetecados e perfumados. Ninguém merece, na manhã da véspera, com aquele mau-humor pós-despertar, cabelos esvoaçantes e olhos empapados ter que sorrir e abraçar os familiares. Não foi exatamente agradável. E mais desagradável ainda foi saber depois que tudo isso não passava de truque de Dorian para ganhar presente logo, já que o dondoco estava ansioso. Imaginem minha satisfação.
Mas, bem, ao menos todos ganharam vários presentes e ficaram felizes. Embora nada tenha mais a graça que tinha quando eu era criança. Tinha aquela expectativa pro natal, tentar adivinhar qual seria o presente... Meses antes já sonhava com todas as novidades da indústria de brinquedos. Na minha casa não existia aquela encenação básica de Papai Noel, com suas renas e seus anões, porque meu pai nunca nos deixou acreditar no bom velhinho. Achava errado mentir para as crianças e sempre nos disse que era ele e minha mãe quem nos dava os presentes. De forma que eu nunca me importei com a não-existência do Noelzão, fazendo assim eximiamente o papel de destruidora de fantasias infantis. Descobri cedo minha missão de levar a mensagem ao mundo, contando a todos os coleguinhas a verdade aterradora. Meus olhos deviam brilhar ao descobrir mais um incauto santa’s believer. Era o momento de soltar a bomba: Aê OTÁRIO! Inocente, juvenil! Acorda! Essa tua alegriazinha medíocre é uma FARSA. Esse velho pançudo não existe! Quem compra seus brinquedinhos queridos são seus pais, aqueles engana-trouxa! MUAHAHAHAHA (risada maligna).
(Espero que nenhuma criança ludibriada leia isso... Hoje me arrependo de tudo. Era muito grande para uma criança o fardo de carregar a verdade, logo, eu precisava extravasar). Bom, pulando a parte do Papai Noel, rolava todo o resto da encenação. Árvore de natal ultra-master-hiper-enfeitada, tanto que eu mal sabia a cor da árvore mesmo... O verde ficava escondido em meio a tantas bolas brilhante, laços, pinhas, flores, neve, papais-noéis (sim, porque mesmo sendo falsos, eles se penduravam na minha árvore) e afins. Tinha a mesa decorada, as comidas especiais e os presentes!
Ah... Os presentes. Minha tradição pessoal era andar sorrateiramente até os pés da árvore, onde minha mãe os depositava, e abrir os embrulhos para descobrir o meu. Isso quando minha mãe não estava em casa! Depois eu os reembrulhava cuidadosamente e treinava a cara de surpresa que faria ao receber o meu. Obviamente, o serviço de uma criança desengonçada como eu ao abrir uma embalagem cheia de durex não devia ser muito bem feito. Muito provavelmente eu rasgava umas partes, assim, minha mãe passou a esconder os presentes em algum lugar e só colocá-los na árvore na noite de natal! Então migrei a tradição para a caça aos presentes. O resto continuava o mesmo...
Nada tem tanta graça quanto costumava ter nestes bons tempos de diversão pueril, mas o natal ainda me apetece. Assim, registro aqui o meu desejo de Bom Natal a todos! E que 2009 nos traga suculentas surpresas. Nham!
Buon Natale e Felice Anno Nuovo! Ci vediamo!