sábado, 30 de agosto de 2008

Então... Daí eu falei assim!

Parêntesis: Estou num processo de desintoxicação virtual, no qual abandonei quase completamente orkut, msn e até um pouco esse blog. Msn só enquanto estou no escritório, pois as vezes é útil! Orkut dou uma olhadela nos meus recados eventualmente, o que me deu até a liberdade de sortar o "fuçador". Agora eu sei que me fuça... E ninguém me verá fuçando porque simplesmente não tenho o feito mesmo. =/ Portanto, perdoem a ausência! Emeiem-me de vez em quando! Nos e-mails eu ainda marco ponto.

Voltando... Escola. Terceira Série. 9 anos.

Ah não! To sem saco pra escrever hoje e tá tarde! Amanhã eu escrevo. =D

Cortei o cabelo, aliás!

É... Xau! Bjusmeliga!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Mini-Retirante

Como mini-Maripê veio parar nesta selva de pedra?
Entrego-vos mais um capítulo de minha história, para vossa degustação visual.
Eu morava no sertão nordestino. Meus ascendentes, meus antepassados, minha família, há séculos desbravava aquela terra árida em busca de uma vida digna. Nossa história se cruza com a de padre Cícero e Lampião. Certo dia, reunimos nossos poucos trapos de roupa cor-de-terra em trouxas, amarramo-nas em cabos de vassoura e seguimos nosso destino de retirantes rumo ao sul do Brasil.
Legal essa história, né? De fazer inveja a Graciliano Ramos! Pena que não é a minha... =/ Inventei só pra o começo ficar mais emocionante e atrair um maior número de leitores... Como um “Vidas Secas” contemporâneo. Na verdade meu pai resolveu vir a São Paulo por vislumbrar melhores oportunidades de estudo para mim e para meus irmãos. Um sacrifício pessoal em prol de um “bem maior”. Veio enfrentando preconceitos, arriscando sua vida profissional, largando todo seu passado e seus vínculos de nascimento com aquela terra. Mas veio.
(Meu pai, aliás, é uma das melhores pessoas que conheço. Se não, A melhor. Um dia conto sobre meu amor incondicional por este homem. Uma história que cheira a Globo Rural aos domingos, inhame e suco de laranja fresco no café da manhã, sangue, suor e lágrimas. E claro, devoção) Enfim, viemos. E claro, aí começou um pequeno calvário na minha vidinha infantil.


Escola.


Eu já mencionei aqui sobre a simplicidade infantil, capacidade de perdão... Tudo muito bonito! Mas esqueci de mencionar como crianças também conseguem ser maldosas. Qualquer coisa é motivo para você ser taxado pejorativamente. Uns quilinhos a mais, Rolha de Poço. Uns a menos, Olívia Palito. Óculos? Quatro olhos. Aparelho... Dente de trilho. E assim por diante.
Imaginem uma criança, recém-advinda do nordeste, com seu sotaque proeminente, baixinha, de óculos, dentes tortos, magrela, nerd e tímida?
Mal preciso contar no que deu esse bem bolado. Mas termino de contar em breve...
Saboreiem por enquanto a imagem mental de meu escárnio social prematuro!

domingo, 24 de agosto de 2008

TPM

Também conhecida como Tortura profunda mensal, ou ainda Tô Puta Mesmo!

Nestes períodos eu fico exageradamente sensível, intolerante, dramática, irritadiça e chorona. Por isso tenho surtos de coração mole, deixo-o escapar da redoma por alguns momentos e perco um pouco do “jogo de cintura”.

Um “Oi Mariana” vindo da parte dos meus irmãos, que em geral só me causa desconfiança, nestes dias em especial me enerva! Oi? Como assim oi? O que ele quer com isso? Por que ele adora me provocar?

Em dias normais, leio no jornal que caiu um avião na Espanha e matou 100 pessoas, penso: Puxa, que pena. Quantas pessoas morreram em vão. Mas... C’est la vie. Na TPM eu vejo que uma garotinha caiu e ralou o joelho, choro: Meu DeEeEeEuS que mundo injusto! Essa pobre garotinha que mal sabe o que é a vida precisa passar por um sofrimento incabível desses? Vai ter que passar merthiolate e vai arder (sim, hoje existem remédios mais modernos, mas pra mim, remédio que faz efeito ou tem gosto ruim ou arde!) e ela vai chorar e vai sofrer e buaaahhhh!

Outro dia eu andava de carro com meus pais por São Paulo. Eles no banco da frente, eu largada atrás assistindo a vida pela janela com olhar absorto. De repente vem uma criança, pede uma moeda. Meu pai até caça alguma coisa mas não encontra. Começo a chorar. Pais em desespero. Que aconteceu minha filha? Qual o problema? Uma criaaaaança na ruuuua meu Deeeus que mundo injusto! O que esse pobrezinho fez pra merecer? Enquanto isso aqueles adultos ficam sentados na calçada esperando que eles tragam os poucos trocados suados que adquiriram com muita humilhação e gastam tudo em cerveja! Buaaaaah!


E quando você tem um namorado e ele se atrasa 5 minutos? Você de TPM. De duas uma, ou pensa: Ele sofreu um acidente, morreu, nunca mais vou vê-lo nem nunca mais amarei alguém assim! Minha vida acabou! OU: Ele não me ama mais! Ou me esqueceu completamente como se eu fosse um saco de lixo fedido no canto esquerdo da cozinha ou ele tem outra e está se divertindo loucamente com a vagabunda porque ele não presta e... trimmmm (ou algum hit da Madonna, ou o créééu ou qualquer uma dessas musiquinhas irritantes de celular). Alô? Aaah... Oi! Você tá no trânsito? Tudo bem... Eu espero! Também te amo. ^^
¬¬

E tem mais: Você se sente o pior cocô do Tietê. Sim, não bastasse ser um cocô, ainda mais o pior deles, o mais zuado, mais fedido, você também está no meio do Tietê! É um cocô em meio a milhões de cocôs! Nem um cocô especial é! Você acorda e pensa: Odeio a minha vida. Pior! O mundo me odeia! Ninguém se interessaria por mim. Sou feia, zuada, burra, pobre e chata.

Fora as dores da cólica, o inchaço, a ânsia... Oh Gosh. Que mundo injuuuusto! Por que uma pobre garota honesta e de bom coração como eu tem que passar por um desvario desses?
C’est la vie...

Passos pela rua, lá vem...

Quem não sonha em encontrar uma pessoa um dia, olhar pra ela, suspirar e pensar... "I've finally found a love of a lifetime."?

Por mais que tenhamos planos diversos, de carreira, de viagens, de realizações pessoais, sempre fica aquela esperança de dividir tudo isso. "Pra quê somar se a gente pode dividir? Porque a vida só se dá pra quem se deu... Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu". Piegas? Um pouco.

Sim, eu em geral sou bem contida sentimentalmente, como já expliquei sobre o coração na redoma. Mas no fundo, é como disse muito propriamente um amigo... No fundo ainda sou a garota que segura o coração no colo, sentada num balanço, embalando-o com alguma canção da infância e dizendo a ele que ainda vai dar tudo certo, como sempre sonharam.

... E quem vai dizer que não? E quem vai negar que também espera?
Enfeitou a casa
Mas não acreditava
Que o amor ainda pudesse chegar
Pela madrugada
Linda ao pé da escada
Esperou sentada pra não se cansar.








A TPM tá passando, meu povo! Em breve acaba o chororô por aqui.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Brainstorming

Diagrama de Fletcher e Munson. Juventude Hitlerista. "Juventude PSDBista". Isso me lembra aquele episódio. Ele. Forget it. Mais umas páginas. Os cabelos cor de limão de Rudy Steiner. Liesel e seu amigo judeu. Entrega do exercício no final da aula. Nível sonoro e intensidade. Substitui na fórmula, apenas. Pagar aquela conta que eu esqueci já faz um mês. O terminal princesa Isabel demora séculos pra passar. Seguramente não são brasileiros. Ah, italianos. Hanno bisogno di andare a Faria Lima. Ho capito quasi tutto che hanno parlato. Parlano di me. Coragem! Deixa quieto. Max pinta as páginas do Mein Kampf. Saukerl! A mulher do prefeito eternamente de luto observa Molching do alto de sua mansão. Tenho que escrever aquela carta! Consolato Italiano in Brasile. Nossa, esse cheiro me faz lembrar dele. Frio na barriga. Será que deu certo o quantitativo das esquadrias? Uffa. Tem crédito no bilhete. Ah, ela recebeu meu e-mail. Quanto será de soda cáustica que vai por m²? Olhadela no orkut. Nada de novo. Quando será que essa angústia passa? Vai passar. Samba da Benção. Cinqüenta anos de bossa nova. Ah, se eu rimasse peixinhos com beijinhos, me chamariam de brega! Ele pode. Claro que pode, meu poetinha. Escritório, Mariana! Concentra. Remoção de sobrepintura nas folhas dos caixilhos em madeira. Relatório, Campos Elíseos. Eu deveria ter feito isso no Excel. Ugh.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

So sick

of love songs...

Há! Pegadinha.

To doente mesmo, não paro de externalizar o conteúdo de meu estômago pela boca, sendo eufemista. Alguém merece estudar assim? Eu! Daqui a pouco vou.

Bjosmeliga!

XAU

domingo, 17 de agosto de 2008

Love Memories

Puuuuts, lá vem a Maripê com mais bichisses!

Péééémmmm!

Errou.
Venho por meio deste divulgar o mais novo sucesso de Justin Timberlake. Ele ainda não sabe, mas eu e o Maximus (haha ele vai adorar esse codinome) elaboramos esta letra para seu próximo sucesso. Digno de Grammy!

S2 Love Memories S2
Look...
I know that words don't fix anything

But I think it's better talk
After all...
Our thing is not different from other things that had a bad ending
Just to remind you
I've already suffered a lot
But far from you
I'll suffer a whole lot mooooOOORE

I gotta tell you what's happening with my (furfle)feeeeelings
Get home and don't see you, my desire is to call you right awaaaay
And little by little the solitude and the silence hug me
My happiness is gone
Just the love memories... Don't go away.



Não está reconhecendo, energúmeno? Nada mais é do que a tradução porca de “Lembranças de Amor”, de Victor & Leo. Sim, a mesma que me arrancou algumas lágrimas viadinhas no show.

Imaginem, na versão de J.T., com aquela batida típica, aquele chapéu maroto, aquela voz aguda...

Novo HIT PARADE. Aguardem... Depois eu dou autógrafos quando nos tornarmos famosos. Daí eu divulgo a identidade “secreta” do Maximus.

XOXO, fellas!

Do you know where your heart is?

Primeiramente, você tem um coração?

Em caso de resposta positiva, aprochegue-se.

Mas não pergunto da forma clichê. Não estou falando do órgão responsável pela circulação sangüínea, tampouco deste coração que todo mundo diz ter.

Digo coração, de verdade. Que sente. Sente o mundo, as pessoas. Sente. Eu tenho um. E é extremamente raro encontrar pessoas que tenham! Outro dia mencionei que tinha um amigo muito legal, o Marcos. Disse que ele era raro. Eis o porque: Ele também tem um.

Conheci poucas pessoas que o possuem. Talvez possa contá-las apenas nos dedos da mão! Talvez e muito possivelmente, pensando bem.

O triste é que essas pessoas por vezes se perdem. Deixam-se levar. Porque é muito difícil manter um coração em meio à guerra. Ele é muito vulnerável... Em meio a mascarados armados e cobertos por armaduras, fica difícil resistir. Conheço alguns bravos que ainda desfilam com seus belos corações a paisana, mesmo sabendo o perigo que correm.

Outros covardes, como eu, decidiram colocá-lo em redomas. Medrosos.

Eu tenho um coração mesmo... Apesar de estar escondido. E ele está preenchido, mesmo que contra a razão e contra a minha vontade. Esqueci de mencionar que ele também é independente! Posso escondê-lo, reprimi-lo, mas ele não deixa de sentir. E não se escolhe quem entra e quem sai. Está cheio de amigos, familiares, lembranças, alguém.

Muita gente por aí acha que tem um. Não. Você não precisa ser perfeito, impecável, sem vícios ou problemas. Você só precisa sentir. E ser fiel a ele. Amar? O maior medo e maior desejo dos cardiomnis. Eu amei alguém desde que o conheci e amo até hoje. E sabe... Eu sei que não vamos ficar juntos. Pior de tudo, eu sinto. Ainda assim não posso exigir sua saída. Stupido cuore. Che cosa si può fare? Com o tempo ele muda de idéia. Tem que ser paciente... With great power comes great responsibility.

Sim, porque sentir é um grande poder se você aprende a usá-lo. Eu preciso aprender a usá-lo melhor. Até pediria ajuda, mas duvido que hajam muitos mais com esta síndrome por aí. Cardiomnis. Hey... Alguém? Alguém tem um?

Alguém?

...

Do you think you can find it?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Courtney

Um breve adendo: Quem é Courtney? Ela aparecerá com certa freqüência em minhas histórias, pois entrou em minha vida há mais de dez anos e continua nela. A história da minha pré-adolescência se confunde com a dela e a dela com a minha. Temos zigbilhões de histórias juntas! Contarei futuramente como nos conhecemos, mas saibam que tem chão até chegar ao que somos hoje... E ainda extremamente cúmplices.

O que importa é que fomos ontem ao show juntas, mais uma de nossas empreitadas. Sabe amigo pra tudo? Aquela pessoa que você já perdeu a noção do que é vergonha diante dela. E com mulheres o negócio é complicado... Posso ser mulher, mas reconheço que são um bichinho difícil! Cheias de não-me-toques, dramas, intrigas. Chega a ser irritante! Não sou das mais enérgicas representantes da raça feminina (talvez apenas no quesito irritante), mas como convivo com centenas principalmente por cursar uma faculdade de Arquitetura, sei bem do que estou falando.

Mas com a Courtney é tudo muito tranquilo. Já passamos bons e maus bocados juntas, chorando, rindo ou chorando de rir. (Principalmente o último. Nossas crises de riso são irremediavelmente doloridas! Quando começam, sabemos que dificilmente acabarão rápido. Dói a barriga, as bochechas até os olhos com a compressão).

Aprendemos a conviver com a distância presente e com as diferenças. Nos apoiamos em problemas amorosos, perrengues da faculdade, momentos marcantes e lidamos até com a morte. Com ela eu consigo até ser um pouco mulherzinha, de falar "eu te amo", chamar de baby e falar com voz docilmente imbecil. Porque amizade entre mulheres é mais carinhosa mesmo, com mais demonstrações explícitas e coerentes.

Por que eu disse coerentes? Porque vai entender a amizade masculina! Os caras são amigos, se gostam, mas na maneira de se expressar parece que se odeiam! Vide depoimentos no orkut.

Femininos:

*CamiliNHAH*: Nhaaaaaaaaaaaaaaah a Mizi é meu amorxinhuuuu! A zente zoa muito xuntaaaaaaaaaaaas! Todos os dias no colégio, amisisters S2 te amo forever negaaaa! XOXO =**

Masculinos:

Digão: Fala lek! Esse cara é o maior filho da p#$@ que eu conheço! Vai se f@#%! C sabe que nóis é sempre parceiro né, viado? Abraço por trás!

Agora me diga. Dá pra entender? Tudo bem que a maioria das amizades deles são ao menos sinceras. Porque o que tem de Camilinhah aí falando mal de Mizi pelas costas, não tá escrito! (os nomes são meramente ilustrativos. Se você se identificou, meus pêsames, sua falsa!) Haha Intrínseco à personalidade feminina... Fazer o que.

Bjo pra elas e abraço por trás pra eles!

Só as lembranças de amor...

Não passam.



Chorei.


Confesso, particularmente nesta parte do show eu derramei umas lágrimas sofridas. Enquanto Victor e Léo cantavam "Lembranças de amor", tive um reboliço interno, mistura de alegria, tristeza, euforia, falta de senso do ridículo e excesso de calor humano. O gelo derreteu.

Vamos nos situar, certo? Fui ontem ao Rodeio de Araras, especialmente pelo show de Victor & Léo. Quem me conheceu tempos atrás, estranharia muito esta empreitada, pois eu DETESTAVA o gênero sertanejo. Porém, caminhos da vida me levaram a apreciar! Hoje, me apetece. Um pouco pela influência do meu ex-namorado (é triste reconhecer isso... Espero que ele não leia, já que eu o xingava horrores por gostar dessas "porcarias"). Mas até que agradeço a ele, pois o outro motivo de gostar é minha convivência no interior, onde sou constantemente exposta a este tipo de influência. E é aquela velha história... Se não pode ir contra, junte-se a eles! Neste quesito, ter aprendido a gostar foi importantíssimo! Economizei quilos de irritação gratuita.

Mas tem um porém. Agora eu troquei de amor para a vida inteira! Não amo mais o Clint, pessoas. Mais um entrou para o rol de cinemusicoliteratelevisiogatos. Meu novo amor é o Victory Léo. Sim, porque quem diabos sabe diferenciar quem é Victor e quem é Leo?! Nem a Courtney (codinome apropriadíssimo) nem eu sabíamos quem era quem nesse bem bolado, mas nos apaixonamos pelo moreno! Diante do impasse, decidimos que o moreno era o Victory Léo e o loiro era apenas um coadjuvante, parte da banda. Puta cara sem sal!

Pois é... Hoje, eu te amo. Não vou negar. E outra pessoa não servirá. Tem que ser você, sem porque, sem pra quê. Tem que ser você... Sem ser necessário entender.

Críticas ácidas caiam sobre mim! Gosto sim de sertanejo. Como também aprecio um samba... Bossa nova, Rock! Techno, dance, house, pop, forró... e Clássicas! Principalmente tocá-las no piano. A sonata ao luar... Clair de lune...

É possível amar várias pessoas ao mesmo tempo? Deve ser. Amo Léo e Clint e Darcy... E Debussy e Vinícius e João Neto. Saravá!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Bom

Gente, estou com um sério problema amoroso. Preciso desabafar com vocês.
Conheci um cara... Lindo, charmoso, com uma voz sensual, um jeito másculo e, como diria minha mãe, cara de que "sabe das coisas". Me apaixonei, perdidamente! Seu olhar me dá calafrios, penso nele durante o dia e sonho com ele durante a noite. Só há um problema.


Estou 40 anos atrasada.



Meoooo! Me apaixonei pelo Clint Eastwood aos 30 anos, em "Três homens em Conflito"!(The good, the bad and the ugly). (E LÓGECO que ele era o BOM). E agora? O que eu posso fazer?

Eu só faço burrada mesmo... Mas isso é recorrente em minha vida amorosa. Me apaixonei perdida e irremediavelmente pelo Mr. Darcy em "Orgulho e Preconceito". E por mais bobo que pareça, isso afeta minha vida real. Inconscientemente (ou não) começo a comparar todos os homens com meus modelos ideais cinemaliteratelevisiogatos e acabo me frustrando! Quero transformá-los nos meus personagens amados, merecedores de minha profunda devoção.

E obviamente, se o Clint fosse 50 anos mais novo, ele daria bola pra mim né? O ÚNICO problema é a idade, porque eu costumo me relacionar com certa freqüência com astros hollywoodianos. OH GOSH. Who deserves?


Clint S2 Foéva.


Bjuxau

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar uma Sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra de uma palmeira
Que já não há
Colher a flor que já não dá
E algum amor talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos de me entregar
Como fiz enganos de me encontrar
Como fiz estradas de me perder
Fiz de tudo e nada de te esquecer



Comprei o primeiro exemplar da Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova. Começaram bem! Tom.

Mas mal posso esperar pelo desse domingo. Vininha... Saravá!

Xaxá

Hoje comi uma bala na saída do restaurante... Tinha gosto de xaxá! Alguém era apaixonado por bala xaxá quando era criança? Lá em Recife, eu saía com Dorian e Will até a banca da esquina e comprava muuuuitas xaxás escondida dos meus pais, eles proibiam pq estragavam os dentes.


Tinha um gatinho na embalagem e era duuuura de danar! Eu adorava as de morango.


Deu saudades. ='(

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Safari

Primeiramente, peço perdão pela extensão da postagem anterior! Perceberam que eu sou realmente verborrágica, não? (também perceberam que eu A-DO-RO a palavra "verborrágica". É tão bonita! Chique... Soa intelectual).

Vou contar-vos mais uma história sobre meu avô, sua sisudez e seus reflexos sobre a minha meninice inocente.

Era uma vez... Três aventureiros destemidos desbravando um território hostil e desconhecido, munidos apenas de suas espingardas e uma boa dose de coragem, muita coragem. Mini-Maripê, Dorian e Will. Nós em nossa caçada imaginária, com armas imaginárias, na casa muito real do meu avô. Abro um parêntesis.

Desde que eu me entendia por gente, trabalhava na casa do meu avô uma moça chamada Nafi. Ela era negra, muito negra mesmo. Tinha Lábios grossos, bem rosados e um corte de cabelo peculiar! Como o fio era crespo, ela desbastava as laterais e cortava reto em cima. Parecia-me um trapézio invertido! Eu achava divertidíssimo quando era criança. Mas ela, assim como minha avó, adorava Dorian! E esganiçava com sua voz fina “É o santo de vó!”. Santo... Santo... Dorian Sacana, muito santo realmente! O amor é mesmo cego. Alguns anos mais tarde, Nafi morreria de hanseníase, que até então eu nem imaginava o que era.

Mas enfim... O parêntesis foi para incluir Nafi na minha história, devidamente apresentada a vocês. Continuemos a caçada. Desbravamos o quarto de voinha, o banheiro, o quarto de hóspedes, passando pela varanda, penetrando a sala de estar, sala de jantar e enfim alcançamos a cozinha! Lá, meu avô lia alguma enquanto Nafi fazia algum de seus serviços domésticos. E aí entra minha sagacidade sem limites.

Mini-Maripê, imbuída do mais genuíno e sincero espírito desbravador, exclama com muita empolgação ao avistar Nafi: “Vejam, uma nativa africana!”. Pra quê? Por que mini-Maripê nunca consegue ficar calada? Mais uma vez recebe o olhar furioso de voinho, que a puxa no canto, destila mais uma centena de esporros efusivos, tapas na mão e puxões de orelha.

Mais uma vez eu não entendi NADA. Desde onde é ofensa nessa vida dizer que alguém é africano? Na minha cabeça infantil, ela era negra e negros são da África! Simples assim. Então, eu era louca pra crescer e entender a cabeça dos adultos.

Mal sabia que o mundo adulto é cheio de preconceitos, ofensas, conveniências, intolerância e falsidade. Não há perdão, existe o orgulho e os ressentimentos.

No máximo eu era um pouco mal criada... Brigava com meus irmãos de se estapear e ficar roxa, pra 5 minutos depois surgir a proposta indecente “vamos brincar?” Seguida de um sorriso, um “sim” e uma correria.

Devia ter ficado lá. Em meados de 1993.

Tempos de inocência.

Sinto-me profundamente frustrada ao pensar que me deixo abater pelas pequenisses dessa vida. Fatores externos insignificantes possuem o poder de afetar meu humor? Aaaah Vá... Nessas horas eu morro de vontade de ter um campo de força invisível, me protegendo. E já que me lembrei deste artefato bélico notável, vou deixar de emoxisses e vou fazer o que faço de melhor: Contar histórias idiotas. De nada... De nada.

Quando pequena, eu gostava de brincar de boneca, escrever no diário, fazer comidinha de mentirinha, essas coisas de menina. Mas, pela convivência forçada com duas pestes mirins do sexo masculino, também brincava de coisas de menino, como Comandos em Ação. Primeiramente, eu tentei integrá-los às minhas brincadeiras de Barbie. Porém, havia certa incompatibilidade física insuperável, pois se fôssemos imaginá-los na escala humana, a Barbie teria 1,80m e os Comandos, 60cm.

Assim, acabava me rendendo e brincando de guerrilha mesmo! Mas sempre acabava a brincadeira irritadíssima! Porque eu metralhava, jogava bombas atômicas na base de Dorian e nada, NADA o atingia! Não havia santo que ultrapassasse a invulnerabilidade do Campo de força poderosíssimo dele... Eu só cansava meu pobre exército, que tombava diante do Super-Míssil-Inteligente-Teleguiado-de-Altíssima-Precisão que Dorian lançava. Não havia escapatória, eu podia fugir pro fim do mundo, o míssil me acharia! Muito sacana, não?

Aliás, sacana era o sobrenome de Dorian. Acho que vou até incorporá-lo ao pseudônimo! Ele roubava descaradamente notas de 500 no Banco Imobiliário! E quem era eu pra contestar? Ele era o mais velho, o mais rico, o dono do jogo e o banqueiro. Tudo ao mesmo tempo. Só me restava calar-me, como boa súdita e aceitar a humilhação da derrota eterna. Mas a pior sacanisse de Dorian que eu me recordo ainda estava por vir... E envolvia meu avô. O mais austero dos austeros.

Certa vez eu estava entre os amiguinhos de Dorian, brincando inocentemente, quando um deles pronuncia uma palavra desconhecida no meu vastíssimo vocabulário dos 7 anos. “Caralho”. Eu não sabia o significado desta palavra, mas imaginava que tinha alguma relação com baralho. Com vergonha da minha ignorância, esperei para perguntar a Dorian num momento mais reservado. Escolhi o momento perfeito. Após o almoço, na casa do meu avô... Perguntei timidamente, “Dorian, o que é car*****?”. Ele gargalhou com uma satisfação imensa, olhos brilhando e mandou a sentença fatal: “Pergunte a voinho”.

Voinho era nosso modo carinhoso no nordeste de chamar “vovô”. Pra quem não sabe, eu nasci em Recife. (depois conto da minha trajetória até aqui). Vamos ao triste fim... Obviamente eu fui perguntar a voinho o significado da palavra! Sempre ficava impressionada com a extrema sapiência dos adultos! Não havia perguntas que eles não soubessem as respostas. Sempre imaginava se quando eu crescesse seria inteligente assim! Mal sabia que minhas questões podiam ser solucionadas por qualquer jumento minimamente alfabetizado.

- Voinho, o que é car****???

Se com o decorrer da vida eu não tivesse descoberto, não saberia até hoje. Saí sem resposta, apenas com meia dúzia de repreensões enérgicas, uns bons tabefes e puxões de orelha! Não diga essas palavras feias, menina! Que boca suja! Daí pra baixo. Fora o castigo.

Ahhhh Dorian Sacana. Sempre honrando seu sobrenome.

domingo, 10 de agosto de 2008

O drama das Olimpíadas

Sou só eu que me sinto uma merda em época de olimpíadas? Hj eu assisti a ginástica artística feminina e emendei com o jogo de basquete masculino USA x China.

Primeiro, eu não sei dar nem dar cambalhota no eixo - e não estou exagerando. Ainda assim tenho a pachorra de me incomodar se alguma daquelas meninas tem um mero momento de desequilíbrio na barra! Depois que eu paro pra raciocinar, percebo que sou perfeitamente incapaz de caminhar lentamente em cima daquilo. Até pra me equilibrar na ponta do meio fio, abro os braços como a Rose do Titanic. Além do que, para praticar este esporte me parece que é necessário tomar pílula de nanicolina! (HA HA como eu sou engraçada novamente... ¬¬)

E basquete? Jesus Maria José! Eu confesso que até já tentei jogar no time de basquete da faculdade, mas minha habilidade exacerbada e humildade me impediram de prejudicar a aparição de novos talentos. Parei de jogar apenas para não ofuscar as outras jogadoras. Até hoje não compreendo como é possível bater a bola de igual forma com as duas mãos. Fazer a bola manter o ritmo apenas com a mão direita, sem perder a cadência, já era um trabalho de Hércules para mim! A galera ali enterra como quem acerta o garfo na boca. Vai na direção da cesta displicentemente, dá uma puladinha básica, pensa na vida, penteia o cabelo e tchuf... Fechô.

Ah vá... O PIOR é ver as bundas femininas. Gente, cadê as celulites? Como assiiiiim? Quero nem pensar na imagem da minha ao me impactar com o chão após um duplo twist carpado.

Abstrair... O negócio é abstrair.

Abraços olímpicos!

sábado, 9 de agosto de 2008

Saumenschiar

Aprendi alguns xingamentos em alemão! Cheguei a duas conclusões: Primeiro, os alemães gostam muito de porcos. Segundo, quem leu a postagem "Os sonhos" pode imaginar que isso me será de grande ajuda.

Pelo que o livro diz, "Sau" se refere a porcos. As três palavras que aprendi foram: Saumensch, Saukerl e Arschloch. No caso de Saumensch, serve para humilhar uma pessoa do sexo feminino. Saukerl é para os homens e Arschloch (que, ainda segundo o livro, pode ser traduzido como "babaca" => Na verdade me informaram que é algo mais pesado. Creio que a tradutora Vera Ribeiro quis ser delicada) não tem distinção de sexo. É só assim.

Pra que isso me seria útil? Agora posso xingar Dorian e Will sem peso na consciência e sem lhes causar pesadelos! (repetindo, leia "Os sonhos" pra entender isso) Eles não vão entender. E eu posso até falar num tom dócil e meigo. MUAHAHA Como sou má! Agora só preciso aprender a pronunciar essas coisas. Mas já tenho a quem pedir!

Ontem encontrei um amigo e seu pseudônimo será Marcos por razões óbvias para mim. Ele passou um tempo na Alemanha (agora entreguei o ouro pra quem tem certa familiaridade com meu círculo de amizades. Mas vou manter o nominho pros out). Perguntei ontem pra ele o significado de algumas palavras e ele não sabia! ¬¬ Mas a pronúncia pelo menos ele sabe. E é só disso que eu preciso. hoho

O Marcos, aliás, é uma pessoa muito legal! Rara... Mas isso faz parte de outro assunto que ainda pretendo dissertar para você, caro curioso.

- Saumensch, du dreckiges! (Isso lá é coisa que uma mãe diga a uma filha? Mas estou apenas reproduzindo o livro)

Aliás, deixa eu voltar.

Abraço, seus Arschlochs! (nem sei como diabos se faz um plural nessa língua. Pus um "s" pra simplificar. =D)

Moinho

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés


Na voz de Cartola. O mundo é um moinho...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Kataploft

A cidade está tomada por lobos. Ou sou só eu que ouço os uivos?

Não, isso não foi nada poético. São os uivos da minha janela mesmo. HA - HA - HA. Como sou engraçada! =D




Nos últimos tempos tenho me forçado a viver uma solidão que há tempos não sentia. Me isolei de tudo e de todos... Por isso estou aqui! Quando sinto vontade de falar, apareço. (o que é bem recorrente).

Pra que a solidão? Uma tentativa de sentir saudades do mundo.





Mas, xô tristeza! Vamo butá um sorriso nessa cara e tudo parecerá normal.

Um pouco disso

Chovia...

Abri os olhos da rua e tudo o que se via era o bafo cinza abraçando círculos multicoloridos em movimento.

De repente, instaura-se aquela pontinha de melancolia despropositada, que esfria os corpos e enegrece os rostos. Simplesmente porque o tempo hoje se recusou a sorrir, mantendo-se numa austeridade londrina. O que não considero de todo negativo... Dias assim, de certa forma, forçam-nos a desacelerar o ritmo de vida frenético e desabilitar o modo automático. Ei! Estou aqui. Viva-me! Momentos reflexivos se seguem.

Pego meu livro, sento no ônibus e vislumbro através do vidro gotejado o emaranhado de automóveis congestionados. Buzinas, ronco dos motores, fumaça... São dissolvidos pela água que “pinguilha” calmamente na minha janela, e tudo o que me resta é ele. Na capa, uma árvore negra e nua, parecendo um enorme porta-chapéus. Ela repousa sobre a neve das mais brancas, daquelas que dói olhar. Há também uma silhueta em sombras, arqueada, carregando um guarda-chuva vermelho-sangue. “A menina que roubava livros”.

Tudo muito sombrio. A começar pelo anjo da morte que nos narra os acontecimentos. Sinto que o livro chamou para si o dia, fazendo-o pano de fundo para sua história. Moldando o tempo a seu bel prazer, abram-se as cortinas! Faça-se chuva, frio, tristeza. Era uma vez...

Era uma vez a história deles. Ela se confunde com a minha e com a sua também. Aliás, somos personagens ativos nessa história, mas insistimos em agir como espectadores. Era uma vez uma São Paulo escancaradamente escondida, como um elefante ignorado. Pelas artérias, escuta-se nitidamente o apelo velado deles. Vez ou outra passo por uma rua paralela ao terminal de ônibus Princesa Isabel, sempre de carro. É humanamente impossível passar por ali a pé, simplesmente porque eles tomam as ruas.



Os zumbis.



Um dia eu vos falo dos zumbis.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Uma patricinha muito louca aprontando altas confusões na cidade!

Última história pra fechar meu vômito verborrágico do dia: Mais uma do meu caminho agradável até a antiga obra onde trabalhei:

Neste dia eu passava próximo à Sala São Paulo. Ela fica coladinha à estação Júlio Prestes, em frente ao Shopping Fashion Center Luz (antiga rodoviária). O que os separa é uma enorme praça totalmente insalubre, que fede a chorume e abriga de mendigos a policiais civis naqueles trailers (sabe-se lá o que fazem). Um dos melhores auditórios de concertos do país, a Sala São Paulo é sede da OSESP, atraindo assim um público diferenciado se comparado com as almas perdidas que perambulam pelas ruas.

De repente vejo saindo da sala uma figura alta, magra e pálida, com um óculos estilo Jiban. Esbravejando no celular, indignadíssima. "Meu, você acredita que eu vim até aqui nessa porcaria e não consegui os lugares que a gente queria?". Pensei com meus botões... Será que essa nega não sabe que pode comprar ingressos pela internet? Ela parece que leu meus pensamentos e respondeu. "Não... Na internet não tinham lugares disponíveis. Vim aqui pessoalmente pra ver se arranjava, usando meu poder de persuasão. hahahihihohohuhu" (to escrevendo uma versão do que ouvi! Nem sei se ela usou a palavra persuasão, mas foi o que quis dizer).

Até assustei com a telepatia. Enfim, Qual seria a técnica de persuasão que ela pretendia usar? Quero nem saber. Mas ela tava mesmo com vontade de assistir ao concerto, porque definitivamente não era um tipo que eu costumo ver nas minhas andanças pela região. E se eles andam por lá, deve ser por túneis subterrâneos VIP. Sabe aquele tipo de pessoa que caga Ferreiro Rocher e mija Chanel Nº 5? É... esse mesmo tipo de pessoa que não pronuncia "caga" e "mija", nem perambula por essa região.

Sei que veio uma mendiga desenxabida no nosso caminho, abaixou as calças e coçou a fenda entre as nádegas tranquilamente. IM-PA-GÁ-VEL a cara da Paris Hilton da cracolândia. Ela não sabia se ria, se chorava... EU obviamente chorei de rir, da cena e da cara da moçoila.

Não trabalho mais nesta obra. Trabalho hoje no Palácio Campos Elíseos! (Que princesa, han?). Percebi a evolução logo no dia em que cheguei. Inspecionando a obra, passei por um pedreiro que pegou sua colher, direcionou-a com ímpeto artístico em direção aos lábios, fechou os olhos e mandou: "Preciso te dizer o que acontece com meu sentimentoooo". Aaaaah... O doce som de V&L. Senti que estava em solo sagrado.

Abraço!

Os sonhos

Falando em "Os sonhos", muito bonito aquele filme do Kurosawa, hein? A parte que eu mais gosto é a que fala do Van Gogh, ao som de Raindrop. Mas não é sobre estes sonhos que vim falar. É sobre os sonhos do meu irmão! Podem se perguntar como eu sei sobre os sonhos do meu irmão se a gente mal conversa... A resposta é muito simples: Ele os narra algumas vezes enquanto dorme. Sim, ele fala dormindo, come, abre os olhos, caminha. Resumindo, meu irmão é sonâmbulo.

Tenho 2 irmãos. 2 meninos. Vou inventar nomes fantasia pra falar deles! Não que haja algum problema citar nomes, apenas acho divertida a idéia de pseudônimos. (eu devia ter adotado um, né? Pq não pensei nisso antes?) Bom... O mais velho vai se chamar: Dorian (uma referência clara ao Dorian Gray da literatura, porque ele se acha a última H2OH do Saara). O mais novo vai se chamar... hum... Will (numa referência não tão clara ao personagem de Matt Damon em "Gênio indomável". Tive que googlear pra descobrir o nome. Mas gênio indomável é uma descrição perfeita do meu caçula).

Beleza. Na realidade, Dorian e Will falam dormindo! Talvez eu também, mas Dorian é o mais ativo. Para terminar de contar os fatos, vocês precisam saber que os dois me consideram uma onça brabíssima e me apelidaram de "rajada". Dizem que sou grossa, mal educada, estúpida e tudo mais... Mas devo confessar que com eles sou realmente uma metralhadora de xingos e caras feias! Também pudera... Fazem complô contra mim desde a terna infância.

Por que tive que explicar isso? Porque no meio da noite de ontem, dei uma acordadela leve, me revirei na cama e escutei os roncos de Dorian. Como ele dorme na parte de cima da beliche, chutei para ter paz novamente. Ele suspirou, virou de lado e começou a falar aquelas coisas desordenadas. Até que ouvi meu nome! Fiquei imóvel estática para entender o que ele falava... Lá vai, mais ou menos o que entendi: "a gente chega pra ela ajidocxoifrf dai fala oi Marinha e ela responde Oi cachorra"

!!!!!!!

HAHAHA Ri alto na cama, ninguém me ouviria mesmo... Pow, tudo bem... Mas ele exagerou! Saibam que ele é também um drama king. Eu normalmente responderia um oi dele com um "oi idiota" ou "não enche meu saco muleque". Mas "Oi cachorra"??? Não é pra tanto.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

1º conto: O galante João Ninguém.

Não vou começar me apresentando. No decorrer dos acontecimentos vou narrando os eventos e adicionando as informações devidamente elucidativas. Para o episódio de hoje basta dizer que sou estudante de Arquitetura e Urbanismo e trabalho com Restauro do Patrimônio Histórico.

Comecei trabalhando em um edifício que se encontra na Alameda Cleveland, do lado da Estação de trem Júlio Prestes. Para chegar ao meu destino, descia no metrô Luz e caminhava alegremente pelas ruas até lá. Um detalhe básico: passava alegremente pelas ruas da CRACOLÂNDIA.

Então, por este detalhe, depreende-se que não era uma caminhada exatamente agradável, mas me rendeu muitas experiências pelo menos interessantes. Vi muita coisa... Muita gente. Vi coisas que me apertaram o coração a ponto de me tirar lágrimas. Outras que me apertaram o estômago a ponto de me tirar o apetite. Muitas cenas tragicômicas também, daquelas que vc pensa: Estaria eu num filme do Adam Sandler, com aqueles personagens bizarros de fala non-sense?

Certa vez andava displicentemente, cantarolando mentalmente, quando passo por um mendigo. (tá, nessa região é mais fácil ver um mendigo ou uma p*** que carros na rua, praticamente). A criatura tinha provavelmente 1,40 de altura... SIM estou exagerando. Eu tenho 1,75... O que me faz alta em comparação com muitas pessoas. Mas ele era realmente pequeno.

Beleza... Vem se aproximando de longe, com aquela graça zeca pagodesca e aquele gingado brasileiro malandro... Chega mais perto, me olhando fixamente. A esta altura já senti no íntimo de meu ser que viria uma das famosas CANTADAS DE MENDIGO. Quem já ganhou uma, sabe do que estou falando! Com uma voz rouca e sensual, linguajar perfeito, uma mistura de Luís Inácio Lula da Silva e Batman Begins... Me diz delicadamente: (gritando pra a rua inteira ouvir) "NAAAAOOOUSSSA, NUM SABIA CA BARRRRBANDAVA*!" (créditos a Bruno Botter pela perfeita transcrição).

Eheeee laiáááá! Pelo menos me arrancou um sorriso em plena segunda-feira ao meio-dia. Vamo combiná que o cara ousou! Não bastasse usar o crássico galanteio da boneca, ainda enfiou uma barbie (boneca de luxo, honey!) no meio! Biscoito fino... O próprio Don Juão da cracolândia, um Casavelha. Mas o melhor era a voz. PENA não ter gravador nos olhos, nem entrada USB no cérebro. Daqui a pouco inventam essas coisas.

Mais milhões de histórias me ocorreram neste trajeto. Algum dia eu conto!

Abraço pra quem fica!

*tradução: Nossa! Não sabia que a Barbie andava

Tentativa 1653

Já perdi a conta de quantas vezes já tentei começar um blog do tipo diário. O meu problema é que sou muito afobada e tendo a fazer as coisas estritamente do modo que devem ser. Ou seja, um diário deve ser escrito diariamente (jura?). Assim, se eu deixo de escrever um dia já fico desanimada e desisto pra sempre (até a próxima tentativa). O outro problema, referente à afobação, é que quero escrever tudo junto todos-os-momentos-da-minha-vida-inteira e acaba ficando uma coisa disléxica, sem pé nem cabeça.

Desta vez, tomei uma decisão, como havia tomado nas outras 1652 vezes. Mas espero que esta dê certo. Vou escrever quando me der na telha, sem explicações, sem porque, sem pra quê, sem ser necessário entender. (V&L S2 4EVER). (Gente, atenção às minúcias. E sim, uso muito da ironia. E não quero precisar explicá-las. Whatever, não tem ninguém lendo! AAAAH! Percebem minha neura? UGH. Tá. Let's go).