quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

wiwichu ameri crisma!

Então é natal. E o que você fez?

Eu, como de praxe, me empanturrei de arroz, farofa, peru e seus acompanhantes natalinos. Tive aqueles animados bate-papos natalinos e comi as sobremesas natalinas. Claro, tudo isto imbuída do mais genuíno espírito natalino. Mas não foi tudo tão bonito quanto eu esperava. Tudo começou horas antes do esperado. Era uma vez...

Eis que Dorian decidiu por livre e espontânea vontade desperdiçar um pouco da magia do natal obrigando-nos a fazer a troca de presentes em plena manhã do dia 24. Usou para tanto de um argumento ludibriador “mom’s heartbreaker”, anunciando dramaticamente que não passaria a noite de natal conosco. Minha mãe nos obrigou, muito energicamente, a trocar os presentes às 10 horas da manhã. Beleza... Eu gostei de ganhar presentes e mais ainda de distribuir os que comprei! Mas não é a mesma coisa que distribuí-los na ceia de natal, todos devidamente empetecados e perfumados. Ninguém merece, na manhã da véspera, com aquele mau-humor pós-despertar, cabelos esvoaçantes e olhos empapados ter que sorrir e abraçar os familiares. Não foi exatamente agradável. E mais desagradável ainda foi saber depois que tudo isso não passava de truque de Dorian para ganhar presente logo, já que o dondoco estava ansioso. Imaginem minha satisfação.

Mas, bem, ao menos todos ganharam vários presentes e ficaram felizes. Embora nada tenha mais a graça que tinha quando eu era criança. Tinha aquela expectativa pro natal, tentar adivinhar qual seria o presente... Meses antes já sonhava com todas as novidades da indústria de brinquedos. Na minha casa não existia aquela encenação básica de Papai Noel, com suas renas e seus anões, porque meu pai nunca nos deixou acreditar no bom velhinho. Achava errado mentir para as crianças e sempre nos disse que era ele e minha mãe quem nos dava os presentes. De forma que eu nunca me importei com a não-existência do Noelzão, fazendo assim eximiamente o papel de destruidora de fantasias infantis. Descobri cedo minha missão de levar a mensagem ao mundo, contando a todos os coleguinhas a verdade aterradora. Meus olhos deviam brilhar ao descobrir mais um incauto santa’s believer. Era o momento de soltar a bomba: Aê OTÁRIO! Inocente, juvenil! Acorda! Essa tua alegriazinha medíocre é uma FARSA. Esse velho pançudo não existe! Quem compra seus brinquedinhos queridos são seus pais, aqueles engana-trouxa! MUAHAHAHAHA (risada maligna).

(Espero que nenhuma criança ludibriada leia isso... Hoje me arrependo de tudo. Era muito grande para uma criança o fardo de carregar a verdade, logo, eu precisava extravasar). Bom, pulando a parte do Papai Noel, rolava todo o resto da encenação. Árvore de natal ultra-master-hiper-enfeitada, tanto que eu mal sabia a cor da árvore mesmo... O verde ficava escondido em meio a tantas bolas brilhante, laços, pinhas, flores, neve, papais-noéis (sim, porque mesmo sendo falsos, eles se penduravam na minha árvore) e afins. Tinha a mesa decorada, as comidas especiais e os presentes!

Ah... Os presentes. Minha tradição pessoal era andar sorrateiramente até os pés da árvore, onde minha mãe os depositava, e abrir os embrulhos para descobrir o meu. Isso quando minha mãe não estava em casa! Depois eu os reembrulhava cuidadosamente e treinava a cara de surpresa que faria ao receber o meu. Obviamente, o serviço de uma criança desengonçada como eu ao abrir uma embalagem cheia de durex não devia ser muito bem feito. Muito provavelmente eu rasgava umas partes, assim, minha mãe passou a esconder os presentes em algum lugar e só colocá-los na árvore na noite de natal! Então migrei a tradição para a caça aos presentes. O resto continuava o mesmo...

Nada tem tanta graça quanto costumava ter nestes bons tempos de diversão pueril, mas o natal ainda me apetece. Assim, registro aqui o meu desejo de Bom Natal a todos! E que 2009 nos traga suculentas surpresas. Nham!

Buon Natale e Felice Anno Nuovo! Ci vediamo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A resposta

Fiquei muito tempo distante, pois estava meditando a respeito da pergunta que fiz na postagem passada. (desculpinha fajuta) Mas, enfim, obtive a resposta. Estava na minha cara o tempo todo e eu não via! Como assim?

Where is the love?

Não é óbvio que está nas crianças e nos pré-adolescentes do nosso Brasil? Eles se amam muito! Infineternamente! AmoOoOoOwW²³¹ S2 4ever! Eu, buscando a resposta em todas as partes e acabei me deparando com a solução justamente no Orkut, a nossa distração diária. (Cara... O Word está reconhecendo “Orkut” como palavra correta! Bizarro. Será que fui eu que adicionei ao dicionário? Não lembro).

Primeiramente, trata-se de uma espécie de irmandade secreta do amor, a meu ver. Eles se comunicam através de uma linguagem adaptada, meio incompreensível para velhos amargos como eu. Possuem “nomes fantasia”... Acho que assim eles se reconhecem, através de codinomes que mais parecem hieróglifos. Exemplos extraídos do Orkut:

→♥ LuAanA ♥← PeRfecT
• Lααyђs ~*
# Tαliziáá .¹
KhÁrInInHa
× Guiigá ~
¤°©íñt¦å ! '°¤ *
N@i@r@☆ 【ツ】promiscuos dolls【ツ】
Mii* ~  ̄ω ̄ [and that it's all]
▪ ♪ ρґίşčί∫ά ♪ ▪
★Yu®i★ & ★S2 KëZ!ñHåi★
*KåM¡L¡NHå*→» Ø tipØ ¢єrtØ de gαяσtล єяяađล
ViÑi¢iU$S$S .


Seus depoimentos refletem o amor, que de tão abundante acaba por transbordar a cada 2 ou 3 palavras:

- Te amo mais que tudoooo!
O sorriso mαiis lindo,
O olhαr mαis sincero,
meu porto seguro,
α αmiigαα mαiiis liindα do muundo
ADOROOOOOOO E AMOOOOOOOOOOOOOOOOOO
(Bastante, viram? Por isso não sobra amor pro resto do mundo)
BJOOOO MORE


- Nhaaaaaaaaah!
Passando pra pegar meu topo de volta!
E pra dizer q vc é mais q perfeita...
Sempre vou te amar...
Lu S2 Tuh Forever and ever...
(esse S2.. Demorei pra descobrir o significado. Mto sagaz)
TE AMO !!!!
BJS



- AMOOOO + Q TUDUW!
PassandO pah dize
uma coisa ki tah cansada di saber..
ki to aki pah tudO,pra ti ajudar a enfrentar todas
as barreiras ki tiver ki enfrentar,
to aki pah ti ajudar a realizar akele sonhO
e ki to disposta a fazer di tudO
pOde coOnta cOm eO sempre ki vc precisar..
(o "u" vai virar "o", o mar vai virar sertão... Não entendi a pegada das maiúsculas no meio da frase.)
AmoO-te Eternamente!!
BjOo da sua pima **




- DoroO pakss
meninaa mais q perfect
amOoo
vc jah mora no meu S2
kapskpakpskpa
(meu Deus. Que risada é essa? Holly Christ...)
beijão


É minha gente... Amor demais. To pensando em me afiliar à irmandade. To até pensando no codinome:

Ṁᾀ®ιҏӛḙệẅẆẉ!!! GaroteeenháÁ dumal rsrs S2 **

O que acham? Está compreensível? Não? Ótimo. Estou certa de que meus amorirmãos me reconhecerão.

BjUwWwWWwWmELiGáÁhHHHHtIaMuWwWS24EVEEEEER

domingo, 9 de novembro de 2008

Where is the love?

~~~Para suavizar...


Meu texto favorito do Vininha:

Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.

Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.

Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.

Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.



Publicado em: "Antologia Poética".

E meu favorito do Drumma:


Os Ombros Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação


Publicado em: "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti.




Meio antitéticos, eu sei. Um incorpora o amor em carne viva, dilascerando-se em razão deste sentimento acariciado e reprimido. O outro nega que ele exista mais, em virtude do universo que o rodeia, sujo, decaído.

Mas em ambos percebe-se que ele existiu e foi de alguma forma frustrante. Como quase tudo nessa vida, aliás. Vinícius o transforma em algo platônico e ainda se banha em sua essência. Drummond o trata como algo definitivamente perdido e opta por seguir em frente e viver, apenas. No sentido mais puro da palavra.

Bah... Não quero desanimar ninguém também, hein? Eu ainda nutro minhas esperanças.

É... O amor tá aí, gente! Pra cada um falar dele como lhe convier, afinal, ele é tão nosso, tão mutante, tão presente...

sábado, 8 de novembro de 2008

B^)

Olha, é um carinha de óculos no título do post! Num é legal? Ok. Você odeia blogs? Beleza! Somos 2. Eu não leio nenhum gente, confesso. =\ Só em casos especiais! Mas eu gosto de escrever e se quiser ler ou não... Dane-se. =)

Impressões gerais sobre o mundo que me rodeia:

- Por que tanta gente não possui domínio próprio? Eu não pedi uma coisa simples? É só PARAR de fazer. Simples assim! Recados têm seus destinatários. Quem é pra entender, entende. Ou é burro e eu não me dou ao trabalho de explicar. =D

- Tava sumida porque meu computador se encontrava inutilizável, mas já estou com o meu mais novo Mariptop, inteiramente à minha disposição para resolver as pendências desta vida.

- Não sei, mas tenho certo fascínio curioso por mendigos. (Eu sei que vocês já perceberam) Por vezes eu fico observando suas reações inusitadas ante a algumas situações... Acho tão interessante! Só não observo mais pois tenho medo de ser atingida por uma pedra, um cuspe, whatever. Vai que encanam que eu estou "encarando"?

Esses dias o busão parou num semáforo da paulista, em frente a um banco. Na fachada tinha um recuo com uma escada e ao lado um recorte elevado no piso. Assim, estava a mais ou menos um metro e meio acima do nível da calçada, mas no mesmo nível do piso interno da agência. Tinha um mendigão lá achando que tava na praia. Deitadão de bruços, com a cabeça baixa apoiada nos braços, meio sonolento...

A princípio eu achei que ele tava dormindo mesmo, até perceber que ele tava mesmo era avaliando a mulherada na rua. Quando passava uma moça, seus olhos a seguiam. Se lhe era agradável aos olhos, o charmoso caiçara levantava a cabeça e mandava um carinhoso beijo, daqueles bem barulhentos e estalados, que (não entendo porque) causava ojeriza nas transeuntes engomadas.

Sabe o que é isso? Puro despeito porque nunca receberam uma cantada firmeza de um mendigo Don Juão como eu (caso que eu já contei aqui)... Daí ficam menosprezando aquele pobre rapaz que se iniciava no mundo dos galanteios, ainda tímido, mandando beijos furtivos ao vento, sem coragem de declarar seu fascínio de forma verbal. Mas um dia ele chega lá!

Bjoestalado

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Liga o aaaaar!

QUE CALOR DOS INFERNOOOOS!

Que é isso, gente? Não tem alguma coisa errada nos termômetros não? Eu to escaldada, moída, lascada, esbaforida, largada no Saara aguardando a morte iminente que me assola perversamente. Tenho miragens com garrafas de coca-cola geladas... (mentira, parei de tomar refrigerantes). Sério! Tá impossível.

No primeiro ano de arquitetura, nós estudávamos muito os escritos do primeiro teórico que arquitetura ao qual temos acesso nos dias atuais, Vitrúvio. Ele escreveu tratados de arquitetura muito elucidativos numa época em que ela era quase completamente empírica. Lembro de uma leitura que fiz que falava sobre a importância de se ventilar os ambientes. "O calor amolece os corpos". Tinha algo assim.

Era verão na FAU. Eu entendi perfeitamente aquelas palavras. O calor na fau beira os limites do intolerável. Você tem a nítida sensação de estar derretendo! O corpo amolece e vai escorrendo pelas rampas num caminho tortuoso e quase infinito, já que é mais difícil encontrar um ralo naquele prédio que um heterossexual.

Você desliza sem rumo... Perdido... Desejando falaceeeer! E eu achando que isso era tudo. hmpf... Meu filho, senta que lá vem história! Artur Nogueira no calor consegue ser piooooor! Não sei o que tem nessa cidade pra ser tão quente! Acho que ela é tão chata que nem o vento se dá ao trabalho de passar pra um oizeen básico. Oibjosmeliga. Nada! Nem um fubangasaidaqui. Ele simplesmente ignora esta cidade e seus 35 mil habitantes entediados e derretidos.

Domingo a noite eu saí pra tomar um açaí! Açaí com banana picada e leite em pó! Hummm! Eu falo dessa mistura pro pessoal de São Paulo e eles só faltam gorfar na minha cara. Mas é excelente, pessoas! Muito gostoso mesmo... Se você não é frescurento e aceita um desafio, experimente. Dou minha palavra de honra que é uma diliça! Enfim... Primeiro que foi um sacrifício pra sair do carro com ar condicionado e encarar a rua, que mesmo de noite parecia uma estufa. Nem um ventinho engraçadinho mexia meus cabelos! Assustador! O açaí deu uma refrescada. Os sorvetes também. Ai quanto calor! E quanta caloria...

E isso porque nem começou o verão pra valer. Esse fim de ano promete!

Bjosdelonge! To suada!

sábado, 11 de outubro de 2008

Up!

Oi! Tudo bem? Vem sempre aqui?

Hoje tem casamento! Do Milton, colega do trabalho. Otimissíssima pessoa.

Faça sol, faça sol! Meu vestido é de verão. Mas tenho uma estratégia caso esteja frio, anyway.

Que post idiota, né? Obrigada! Fui só pra sair da rotina. Meus outros posts são muito "profundos". Várias construções de raciocínio ultra complexas. Este aqui é imediato, pra descontrair.

Bjosteamo

Óh céus

Não sou estrategista. Tenho plena consciência disso! Ajo mais por impulso ou embasada na certeza de estar fazendo a coisa certa, ou pelo menos o que acho que é certo.

Eu to... Sinceramente cansada. Cansada de fugir de mim mesma, de tentar traçar planos mirabolantes de ação, de ignorar uma presença e de fingir indiferença.

Ninguém vai entender isso aqui mesmo, mas pouco me importa. Um dia eu vou ler isso tudo e vou entender... Quem sabe rir do meu drama, lembrar da minha fragilidade. Terei muito mais problemas, mas saberei lidar melhor com eles, de forma que tudo parecerá um simples exagero juvenil.

Entrei esses dias na locadora com uma amiga e uma senhora muito simpática nos recebeu. Pedimos alguma sugestão, já que ela tinha indicado ótimos filmes para esta amiga anteriormente. Vocês têm alguma preferência de gênero? Eu, muito pesarosamente, admiti que preferia uma comédia porque estava meio down e precisava me animar!

A senhora me olhou... Uma moça tão jovem e bonita não tem motivos justos pra se deixar abater. O incrível é que na juventude sofremos muito mais, sendo que mais pra frente teremos reais motivos pra isso. Eu sei que nada do que eu fale aqui mudará muita coisa, mas você deveria sorrir, mocinha! Eu que deveria estar chorando! (e sorria insistentemente, pelo que a minha amiga disse, ela é só sorrisos)

Me animei um pouco e disse: Beleza, to alegre! Pega uma comédia aí pra combinar comigo!


É. Um dia tudo isso parecerá brincadeira de criança. Por que parece que dói tanto por enquanto? Esses jovens e seus existencialismos baratos. To farta de mim. (mentirinha, faz parte do meu show)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pensando bem...

Eu gosto mesmo de você. Não... Não começarei a cantar V&L aqui. Pensando bem, na vida:

Certa vez eu estava conversando com um amigo que vou chamar de “House”. Ele me disse uma coisa que na ocasião considerei uma idéia estapafúrdia e sem qualquer fundamento. Mas, agora pensando bem, ele tem sua razão.

Ele disse que existem apenas dois tipos de pessoas no mundo. As burras e as covardes. As burras são burras, não precisa explicar. Vivem no seu mundinho medíocre e não vislumbram nada além dele. As que são inteligentes percebem que este mundo é uma merda e se matam. Portanto, as que sobram são covardes. (ai meu Deus, diz que eu sou covarde!)

Pois bem. Faz sentido! Eu pouco paro pra pensar na minha existência, o que me encaixa perfeitamente no grupo dos burros. E minha vidinha ta pra lá de medíocre. E sabe, no que eu contribuo? Eu sou apenas uma consumidora inveterada, bombardeada por 40 zigbilhões de propagandas por dia, com um desejo maciço e permanente de comprar e comprar e ter e ser! Sou uma destruidora de recursos naturais e produtora de lixinhos inúteis que se somam aos lixões e formam esse lixo de planeta. Argh.

O mundo faz o que quer com a minha existenciazinha tralalá e eu estou muito satisfeita com tudo, trabalhando 10 vezes mais que meus ancestrais e aproveitando muito menos do meu tempo livre. (isso quando ele me sobra). Como eu to revolucionariazinha de quinta hoje, valhamedeus. Nem pra protestar eu presto. Coisinha a toa!

Mas garanto. Meu máximo de “serumanidade” será entrar no grupo dos covardes.

Bjosnãomeliga.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Perfume

Não me venha com perfumes fortes, ou doces, ou principalmente baratos! Tenho uma fortíssima intolerância a certos odores.

Sentei-me no ônibus, peguei meu livro. Comecei a folhear quando se assentou ao meu lado uma senhorita que certamente saiu pronta pra matar (literalmente). Cabelos milimetricamente penteados e ensebados com aqueles cremes para efeito molhado, decote, cinto dourado, maquiagem que não se sabe ao certo o que é mais gritante, se os lábios rosa-fúscsia com gloss ou as pálpebras furta-cor brilhante. E o detalhe: O perfume. AQUELE PERFUME.

É um aroma único. Cheiro de dor de cabeça, que vem acompanhada de ânsia e enjôo agudos. Fiquei sem saber como agir! Tive vontade de tampar o nariz porque estava insuportável pra mim, mas daria muito na cara! Comecei a respirar pela boca, mas é muito difícil quando o nariz ta lá livre e desimpedido... No fim ele sempre acaba aspirando algum cheiro. E um fio leve daquele perfume me desconcertava!

Depois de um tempinho de angústia, pra não ficar uma situação muito chata, tentei mudar de lugar. Mas infelizmente eu estava com a minha malinha de academia, a mochila com as coisas da faculdade, um casacão pendurado nos braços e um corredor cheio de gente no meu caminho. Ou seja, eu estava presa naquela redoma de perfume barato!

A agonia ia aumentando. Eu fingi que estava dormindo e comecei a cheirar minha mão. Mão cheirando a tinta de uns testes que eu fiz no trabalho. Qualquer coisa era melhor que aquele perfume! Mas eu não sei porque diabos quando tem uma coisa que nos incomoda, não conseguimos nos desligar.

Tipo quando há uma imagem incômoda não conseguimos deixar de dar uma espiadela esporádica e fugir rapidamente o olhar, não a tempo de impedir que a imagem fique gravada na cabeça. A mesma coisa é com os cheiros! Vez por outra eu dava uma cheiradinha no ambiente pra ver como estava e subia aquela marofa de enjôo. (assim como me subia um ardor na garganta).

Vou vomitar. Não tem jeito! Sorte que faltavam alguns quarteirões! Pedi pra descer ali mesmo e fui andando (ou melhor, cambaleando) até a academia. Vai ser aqui no elevador mesmo! Não. Eu agüento. Mais um pouco. Banheiro! Chega banheiro!

Abre a porta do elevador no último andar do edifício. Uma mulher olha pra a minha cara que já deveria estar verde e pergunta: Desce? Eu não tinha forças nem paciência pra responder. Ela ainda insiste: Não vai responder? Desce? Não agüentei. Qual a outra opção minha senhora? Estamos no último andar! A senhora pode deixar ele parado aqui, se quiser. Saí e deixei a doida lá. Chega logo banheiro! Ali naquela planta... Num vai ter jeitooo! Não. Vai... Dá pra chegar ao banheiro. UFFA. Desabei no banheiro.

Saí fraca, enjoada. Fiz 10 minutos de bicicleta e 2 exercícios pra perna.

Moral da história: Inspirar perfumes enjoativos faz mal pra a saúde. Além de debilitar o corpo, prejudica a prática de atividades físicas.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

La vita è Bella!

Sábado eu assisti pela quilhonésima vez (acho que inventei isso) o filme “A vida é Bela”. Eu não entendo como consigo chorar todas as vezes sendo que já sei TUDO o que vai acontecer, a seqüência das cenas, até as falas se bobear! Mas eu consigo.

No final eu já comecei a chorar por antecipação... Meu pai olhando espantado pra a minha face sofrida enquanto passava uma cena engraçadoila no filme. Sim, porque ele é triste e divertido! (Aliás, eu me sinto assim às vezes. Fico fazendo graça da minha desgraça e sorrindo enquanto choro por dentro).

E no fim... Fica aquela tristeza acalentada. Uma amável tristeza amiga, que nos afaga. Dormi com ela. Quer dizer, na verdade verdadeira eu dormi com meu irmão Will (para saber mais do Will, leia a postagem “Os sonhos"). Will dorme numa cama de casal e eu sempre peço pra dormir com ele quando me sinto triste. Daí pelo menos eu não fico tão sozinha. =/

Aliás, hoje estou lutando pra não me entregar de corpo e alma à sedutora tristeza. Não vou. Tristeza não tem fim, felicidade sim. Eu não tenho vocação pra relacionamentos duradouros mesmo! Xô tristeza! Vou fazer minha provinha de Italiano.

Ciao ragazzi!

sábado, 4 de outubro de 2008

Face 2 Face

É o nome do programa da academia que eu to fazendo. Tem esse nome para estimular os alunos, fazendo-os se sentirem especiais, acho. Face a face com os instrutores, recebendo atenção e orientação “exclusivos”. Beleza.

Na primeira vez que resolvi encarar esse negócio de academia um pouco a sério, foi puramente por questão estética, confesso. A idéia de cuidar da saúde veio depois, mas juro que veio! Eu estava já cansada de ouvir meus irmãos me chamarem de mole. Ai gente, tem coisa mais triste? Irmão não perdoa mesmo né. Eu não tava tããão zuada assim, até porque sou magrela de tudo! Difícil ter gordurinhas. Mas realmente, do parco tecido que me cobria os ossos, boa parte estava em mal estado. =(

Certo. Me maquiei antes de sair de casa pra não parecer tão malcuidada. Entrei, recebi toda explicação do esqueminha, fui para o vestiário trocar de roupa. Me fantasiei devidamente com a básica calça de licra, top e camiseta. Olhei no espelho. GEZUIS! Como eu sempre odiei usar essa calça de licra! Fico parecendo que to de pernas de pau. E olhei em volta... Tinham várias mulheres meio gordinhas e etc. Mas não, a gente só repara mesmo nas top top. Tinha uma com o corpo perfeito, escultural (e silicone, claro). Daquelas que você olha e na hora deseja estar vestindo um saco de pão na cara.

Então comecei a pensar... Eu tenho 22 anos, plena juventude e to aqui definhando por puro desleixo! Preciso arrumar uma desculpa pra isso. Pensei em voltar lá com uma dúzia de livros científicos e fingir que leio enquanto faço os exercícios, assim pensariam “Ela não é destas garotas fúteis que só ligam para a estética, é uma intelectual! Na certa só está aqui por algum experimento científico... Ou por recomendação médica. Questão de saúde.”

Eu escaparia ilesa. Pensei também em espalhar pra todo mundo que eu já tive obesidade mórbida e pesei 230 quilos. É como nessas histórias de pessoas que perderam cassetais de quilos, não importa o depois. Importa somente a comparação com o antes! O depois pode até ter ficado marromeno, ainda assim o mundo aplaude pela mudança. Então, todos me olhariam e pensariam: “Nossa, esta garota é realmente uma vencedora! Está uma deusa em comparação com o que deve ter sido. Estou emocionado com sua garra e força de vontade. Snif.”.

Bah... Esquece. Não inventei nada. Cheguei na cara e na coragem e assumi a preguiça escancarada de peito aberto! Mas tomei como propósito não desistir. E quando eu ponho uma coisa na cabeça, meu filho... Sai de baixo que eu to chegando! Digamos que eu sou perseverante. (pra não dizer teimosa). E resisti!

Depois voltei ao vestiário com tapa olhos laterais imaginários, daqueles que se põe em cavalos pra só olharem pra frente! Tomei banho despreocupadamente e dolorida pelo primeiro dia empolgado de esforços. Saí do chuveiro parecendo um panda! Tinha esquecido da maquiagem que agora estava toda borrada. Mas eu era um panda feliz.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

XX

Sabe de uma coisa? Deus que me perdõe, mas eu tenho CERTEZA que ele errou as contas quando decidiu que eu ia ser menina. Uns cromossomos x a mais aí... Sei não!

É um infortúnio muito grande esse negócio de ter que menstruar, engravidar, sofrer o parto... E ainda tem que se depilar, fazer as unhas, fazer chapinha, colocar silicone, malhar, passar maquiagem, usar salto alto, usar perfumes doces e enjoativos...

Eu não quero mais! Desisto!

(Pior que o corpo humano é muito espertinho. Prevendo essa minha revolta, infiltra hormônios espiões que me monitoram e não me permitem fugir ao destino! Ugh! Quanto mais eu odeio, mais eu amo tudo isso. Ai, mulheres.)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Grompf

Todos os dias eu vou ao restaurante e prometo a mim mesma que vou comer o suficiente. Mas não. Meus olhos obesos não me permitem.

E cá estou eu novamente, estufada e sonolenta... Com o fecho da calça apertando e a consciência me atazanando.

Aaaah... O domínio próprio. Tão desejável e tão fugidio. Outubro começou bem, não?

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Azultimas

Ah, vai dizer que não perceberam que eu mudei de leve o layout? E essa foto de abertura nova? Han? Falaí... Ficou legal! Ok, eu também achei que essas voltinhas vermelhas no meu ombro ficaram dumal. Masss... Combinaram com o morango! E que morango lindo né? Juro que ele era de verdade. E eu comi depois. Nem tava tão doce! Às vezes na vida é assim, as aparências enganam.

To de TPM de novo. Dã, óbvio que essa joça me ocorre uma vez a cada mês. Mas eu não consigo me acostumar! Claro que a gente acaba se adaptando, mas acho que nunca aceitarei o fato por completo. O pior é que eu fui passar o fim de semana num sítio de amigos, rodeada por pessoas simpáticas, divertidas, animadas e vivazes. Ou seja, TUDO o que eu não sou de TPM.

Daí acabei me isolando um pouco pra não dar tanto na cara como eu estava chata, embora não considero ter sido uma estratégia muito eficaz. As pessoas isoladas costumam parecer ainda mais enjoadinhas! “Ai, ela se acha alguma coisa superior por isso não pode se ajuntar aos reres mortais”. Mas juro que não foi isso, apenas não queria contaminar os outros com meu mau humor mórbido. Desculpem, pessoas!

Mas então eu consegui adiantar bem a leitura de “1984”. To cada vez mais presa à história e achando o máximo! Talvez se deva ao fato de eu ser facilmente impressionável e não tão rica culturalmente. OU não. Talvez o livro seja genial mesmo! Sei lá, o que interessa é que eu estou adorando. Fora isso, comi bem, aproveitei o ar puro do campo, me diverti jogando “rock band” (tive certeza da minha descoordenação absoluta) e ainda saí com um brinde: Uma bela pintura impressionista violeta esverdeada no joelho direito.

Estava lá na sala, jogando o joguinho com o pessoal e daí nos chamaram pra comer na área do forno a lenha. Pizza! Adoro. Daí eu fui empolgadíssima. Era noite. Estava escuro. Fui correndinho e de repente senti meu mundo perder os horizontes, não sabia mais onde era o chão e onde era o céu, senti um impacto no joelho e ouvi um grunhido sofrido!

Tudo isso pareceu se transcorrer dentro de uma hora pra mim, mas deve ter sido menos de meio minuto. Gente, eu caí encima do cachorro, que era preto e estava deitado numa sombra à noite! Coitadinho, eu caí com tudo em cima do pobrezinho e ainda rolei enredada nele enquanto ele chorava copiosamente! Deve ter sido uma cena ridícula pros espectadores, mas acho que eles ficaram com dó de mim e minha patifaria, nem me zuaram.

Na hora eu nem senti dor, estava aquecida, em movimento, pareceu só aquelas batidinhas leves que a gente dá a todo momento. Mas quanto tomei banho pra dormir, deitei e esfriei... nossa, doía feito uma martelada no dedão! No dia seguinte eu vi o saldo. O belo roxo sobre a rótula inchada. Dos males o menor, me movimento perfeitamente bem e não quebrei nada. Agora até a dor passou, só resta o colorido mesmo.

Apesar dos pesares, do roxo e da TPM, adorei o fim de semana! Afinal, quem faz os eventos serem interessantes são as pessoas.

Beijos crocantes! (com creme de amendoim)

(aprendi recentemente)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

=| =/ =\ =S =( ='(

Não há coisa que eu DETESTE mais do que essas carinhas no orkut. Ainda mais se acompanhadas de um "hehehe". Ou qualquer comentário ameno.

Nossa! Que legal! hehehe [carinha estúpida sorrindo]

To blava com vuche! [carinha mais imbecil ainda de brava]

Poupem-me. Okey, as vezes eu cometo o terrível pecado de usar esses smiles ridículos. Mas, bom sensoooo! Eu imploro! Já odeio muitas pessoas, não quero precisar te odiar também. [carinha estúpida sorrindo].

Mentirinha... Nem odeio. É modo de dizer, sacomé. Dramaqueen. Faz parte do meu xou!

Bjosmeligasaudadestiamu!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Excerto

De uma carta... Uma entre muitas. Essa teve destinatário.



(...) Eu quero mais.

Quero sentar no sofá de casa e assistir um western com meu pai num sábado a noite. Daí dormir e quem sabe acordar domingo de manhã pra assistir globo rural tomando suco de laranja fresco. Caminhar pela alameda da estradinha de terra ladeada por flores e árvores frutíferas, sentindo a brisa mansa me acariciar e pensar na vida. Quero ir na casa da "Courtney" outro sábado a noite e chorar de rir com nossas histórias. Quero ir num barzinho com meus amigos e tagarelar sem parar, quase não deixando espaço pros outros. Ou ir dançar até me acabar e rir e rir...

Quero paz pro meu coração. Não quero ser famosa, linda maravilhosa, desejada por vários, rica e poderosa. Quero ser desejada por quem eu desejo, trabalhar com o que eu gosto e ser justamente recompensada, poder realizar os sonhos e estar sempre procurando realizar mais. Ter dinheiro pra isso, lógico. Ambição nem sempre é ruim, considero até necessária. Buscando sempre mais e melhor. Feliz com o que tenho sem conformismos, nada é tão bom que não possa ficar melhor. Quero paz, não mornidão. Quero me sentir sempre viva.

Isso. Vida. To atrás de uma vida.

Faltam algumas coisas pra me sentir completa. A paz tá vindo... Faltam mais alegrias.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bebeu água?

Então né... Dia desses eu anunciei que tinha recomeçado a academia. Pois bem, venho por meio deste relembrar-vos da minha vitória contra o sedentarismo e informar que eu CONTINUO da luta! iéééé! Uma ola, vai... Começa da galerinha da esquerda! OoOoOoLa!

Daí eu fiz também orientação alimentar. Resultado: A mocinha mandou eu comer frutas, verduras e beber mais água. Nossa, super novidade na minha vida, fiquei tocada. Mas por mais besta que pareça, esse PLIM tardio me fez mudar os hábitos alimentares! Frutas, verduras... Até aí tudo ótimo. E a água?

Comecei a beber água mesmo sem sede, assim, por saúde. (mentira, ela disse que era bom pra a pele também. Quando mexe na ferida, mulherada toma jeito!). Só que genteeee! Que vontade absurda de fazer xixi a cada 5 minutos que dá! É desesperador! Ainda mais nesse frio que a gente não transpira e precisa eliminar líquido e toxinas unicamente pela urina.

Esta manhã eu fui no banheiro 8 vezes contadas. Outro dia eu cheguei ao cúmulo de mandar o ônibus parar fora do ponto (com um básico escarcéu falando que tava passando mal e blábláblá) pra fazer xixi! Saí feito louca procurando um pipihouse, acabei me enfurnando num banheiro sujo de posto de gasolina que ainda fez questão de ficar travandinho a porta. Minha bexiga quase explodindo e a porta não abriaaaa!

Sei lá viu... To pensando seriamente nessa história de beber água. Pra quê enfiá-la guela abaixo se a nega quer sair de 5 em 5 minutos? Ah vá.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Hierarquia

De vez em quando paro pra pensar nas vicissitudes dessa vida retirante. Os altos e baixos. Num momento estou num palácio rodeada de figurões políticos. Noutro estou num ônibus quente e lotado de anônimos de aparência exaurida. E o que sou eu no meio disso tudo? Nada. Uma coisinha à toa ali... Perdida, sem lar. Ainda.

Tenho participado de algumas reuniões com arquitetos, representantes do governo, engenheiros, técnicos, etc. Sempre que aparece gente aqui no trabalho eu me enfio no meio pra saber TU-DO. Hoho

Uma coisa que eu reparei é que com a idade a gente vai adquirindo uma cara de pau inesperada. Sempre fui tão tímida! Agora parece que as palavras escapolem da minha boca sem o menor embaraço! Pergunto tudo, falo tudo, dou meus pitacos, critico a idéia dos outros! Na maioooor caruda. Sim, eu tenho muita propriedade pra falar mesmo. Mas enfim! Não guardo pra mim porque essas coisas geram câncer! Tem que falar, Deuducéu!

O pior é que os senhores ilustres das reuniões se divertem. Acham a maior graça na pirralha linguaruda que pergunta tudo e ainda tem a pachorra de os criticar sem as bajulações exacerbadas de costume. To nem aí... Eu falo mesmo. Hmpf.

As cunversa

Andar de busão às vezes é sacal, um fuzuê danado! Mas tem coisas impagáveis de se presenciar. Eu sempre venho quietinha no meu canto, sento-me (quando possível) em um canto qualquer, abro meu livro e viajo mentalmente para lugares belos e exóticos, enquanto fisicamente passo por uns exóticos, mas não tão belos lugares.

Vez por outra paro pra prestar atenção em alguma cena ou conversa divertida. Outro dia o cobrador conversava com o motorista, o que é muito comum. Se você já andou de ônibus (espero que sim... odeio imaginar que estou monologando para alienados) sabe que não é possível que uma conversa assim não seja aos berros, entremeada por um mal entendido aqui e acolá, Hein? Como? E assim por diante.

O cobrador narrava ao motorista a saga de um amigo seu (que pode ser aquele amigo íntimo que possuímos para nossas histórias vergonhosas. Sim... Aquele amigo “eu mesmo”). Beleza... O cara pelo que percebi foi fazer um concurso. E as perguntas eram ridiculamente fáceis:
Motorista: Então meu! A prova era assim difícil?

Cobrador: Nem era! Era aquelas coisa besta tipo “eu tenho 3 laranjas e ganhei mais 2. Com quantas eu fico?” hahahahaha

M: hahahahaha Sei... Imagino. E ele foi bem na prova?

C: Foi nada! Errou TUDO! Acredita?

M: Nossa meu! Tudo mesmo?

C: Tudo... Ficou com tanta vergonha que nem aparece mais lá no pagode.

M: É... Mas se a prova era fácil assim, devia dar vergonha mesmo!

C: Era fácil sim! Mas aposto que se fosse cerveja no lugar das fruta ele acertava tudo!

HAHAHAHAHA

Até eu ri alto nesse momento! Pode? Pode. Tudo pode no mundo dos anônimos. Eu vivo cantando por aí em alto e bom som! E quem achar ruim que tampe os ouvidos. A rua é pública. FAÇO CO QUERÊ.

Outra mocinha conversava hoje no banco de trás com uma amiga. Incrível! Homens falam de trabalho, mulheres, cerveja e carros. Mulheres falam de amor e homens. Fato.
Então, daí Sicraninha ainda ta com aquele cara, acredita? Mas ela ta pensando em largar... Ele mal telefona pra ela! Uma veiz no dia e olhe lá! Num fala eu te amo na frente dos oto... Só fala coisa bonita quando tão sozinho. Parece que tem vergonha do amor! Assim num pode, né?
Num pode, né? É minha sinhora... é. É MUITO. Sicraninha cheia da sorte! Achou um cara não grudento e reclama! Ó céus, Ó vida....

Mereço, Gezuis. Mereço.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ai!

Voltei hoje pra a academia!

Ola pra mim! Começa da galera da direita, vá lá! Ooooooooola!

Só que me deparei com um problemasso. Não sei se devo continuar com isso.

Além de linda, inteligente, simpática, honesta, gentil, meiga, bem-humorada, realizada, divertida, bem articulada, genial, estupenda e sobretudo humilde, ainda serei sarada!

É demais pra a minha cabeça. Temo a reação dos demais seres-humanos inferiores diante disso. Posso sofrer preconceito por não me adequar à regra "errar é humano". Ou posso ser multada por excesso de perfeição. Sei lá... Isso me deixou um tanto quanto preocupada.

Pois é gente... Os Deuses também se preocupam.

Putz... hoje eu to com uma baixa auto-estima... Ai ai. Nessas horas a gente usa o truque do contrário.

To quebrada! Todos os músculos doem... aff...Vou deitar!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O GRITO

Voltando...

Cheguei, pá, sentei-me num cantinho, tímida, sem jeito, olhei em volta rapidamente, três meninos se sentaram à minha volta.

Tá... Eu já fiz bastante propaganda negativa quanto à minha aparência física. Mas eu não era de tooodo horrenda. Pow! Uma menininha de pele bem branquinha, sardinhas salpicadas nas bochechas redondas e rosadas, olhos grandes, negros e expressivos, jeito timidamente meigo. Enfim... To tentando achar explicações, pois os garotinhos sentaram-se instantaneamente ao meu lado e tentaram travar os primeiros contatos. As meninas me olhavam com o “rabo do olho”, meio atravessadamente, nem tentaram amizade a princípio.

Eu era meiguinha, sim. Mas não pise no meu calo. Eles pisaram. Já que eu não dei muita bola pra eles, ficaram me instigando, perturbando (aquela maneira molequesca de chamar a atenção das meninas) até que eu gritei na sala de aula.

Eu...
Gritei.



Eu gritei no meu primeiro dia de aula, numa sala cheia de estranhos e com sotaque nordestinooooo! Gente do céééu! Alguém põe juízo na cabeça de mini-maripê pelamor! Mal cheguei, levei bronca da “tchia”. Eu! Justo eu! Nunca tinha levado bronca de professora alguma, sempre fui aluna exemplar, nota 10, estrelinha na testa e o escambau! Nunca me senti tão envergonhada.

E obviamente, recebi AQUELE apoio moral dos meus coleguinhas.

PUAAAAAAAAAHAHAHAHA

Olha o jeito que ela fala! Blábláblá! – uma série de imitações bizarras de “nordestês” se seguem.

Será que eu chorei quando cheguei em casa? Sim, porque eu não choro em frente à ninguém. Exceto em filmes. Mas de resto, seja dor, seja alegria, seja emoção, guardo pra mim. Chorei horrores! Chorei minhas pitangas sofridas pra a minha mãe, meu pai, meus irmãos, meus.. anh... anh... Nada! Meu círculo se resumia a isso! Eu num tinha nem um cachorrinho pra chamar de meu. =(

Segundo dia de aula. Continua...

Outros parêntesis

1) Com esse experimento de abrir o “fuçador” do orkut, tive algumas impressões. Das três, uma:

- Sou totalmente irresistivelmente interessantississíssima, de forma que os homens não se agüentam em seu ímpeto de verem minhas fotos e saberem da minha vida.
- Homens são fofoqueiros, futriqueiros, Maria-tô-na-janela e adoram bizoiar orkuts alheios para fazer o apanhado do dia anterior do trabalho/faculdade.
- Mulheres desabilitam seus fuçadores por medo de serem pegas no flagra em seus momentos voyeurs, mas no fundo adorariam saber quem anda as fuçando.

Por uma questão de bom senso e obviedade, fico com a última. Só homens foram acusados pelo orkut! Ahá! Sinal de que não sou anormal, porque também escondia meu lado tititi. Como ultimamente tenho estado muito anti-social, não me faz diferença.

Haha... Sasminina...

2) A desintoxicação tem dado muito certo! Antigamente eu costumava fazer algumas sessões de tortura, procurando saber coisas que eu não deveria saber e sofrendo com isso. Alo-ow! Mariana! Acorda pra a vida, né? Pra quê, em sã consciência, uma pessoa se expõe a coisas desagradáveis, sendo que pode escolher não se expor! Me diga! Eu quero mais é ser feliz.

O segredo é a parcimônia, o equilíbrio. Tenho mantido contato com os amigos sim, mas sem exageros, sem perder meu precioso tempo, sem sofrer... Estou pegando a parte boa. ;) Isso já faz um bom tempo... Mas agora to radicalizando um pouco em virtude dos estudos. Peguei umas optativas supimpas esse semestre! Enfim...

sábado, 30 de agosto de 2008

Então... Daí eu falei assim!

Parêntesis: Estou num processo de desintoxicação virtual, no qual abandonei quase completamente orkut, msn e até um pouco esse blog. Msn só enquanto estou no escritório, pois as vezes é útil! Orkut dou uma olhadela nos meus recados eventualmente, o que me deu até a liberdade de sortar o "fuçador". Agora eu sei que me fuça... E ninguém me verá fuçando porque simplesmente não tenho o feito mesmo. =/ Portanto, perdoem a ausência! Emeiem-me de vez em quando! Nos e-mails eu ainda marco ponto.

Voltando... Escola. Terceira Série. 9 anos.

Ah não! To sem saco pra escrever hoje e tá tarde! Amanhã eu escrevo. =D

Cortei o cabelo, aliás!

É... Xau! Bjusmeliga!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Mini-Retirante

Como mini-Maripê veio parar nesta selva de pedra?
Entrego-vos mais um capítulo de minha história, para vossa degustação visual.
Eu morava no sertão nordestino. Meus ascendentes, meus antepassados, minha família, há séculos desbravava aquela terra árida em busca de uma vida digna. Nossa história se cruza com a de padre Cícero e Lampião. Certo dia, reunimos nossos poucos trapos de roupa cor-de-terra em trouxas, amarramo-nas em cabos de vassoura e seguimos nosso destino de retirantes rumo ao sul do Brasil.
Legal essa história, né? De fazer inveja a Graciliano Ramos! Pena que não é a minha... =/ Inventei só pra o começo ficar mais emocionante e atrair um maior número de leitores... Como um “Vidas Secas” contemporâneo. Na verdade meu pai resolveu vir a São Paulo por vislumbrar melhores oportunidades de estudo para mim e para meus irmãos. Um sacrifício pessoal em prol de um “bem maior”. Veio enfrentando preconceitos, arriscando sua vida profissional, largando todo seu passado e seus vínculos de nascimento com aquela terra. Mas veio.
(Meu pai, aliás, é uma das melhores pessoas que conheço. Se não, A melhor. Um dia conto sobre meu amor incondicional por este homem. Uma história que cheira a Globo Rural aos domingos, inhame e suco de laranja fresco no café da manhã, sangue, suor e lágrimas. E claro, devoção) Enfim, viemos. E claro, aí começou um pequeno calvário na minha vidinha infantil.


Escola.


Eu já mencionei aqui sobre a simplicidade infantil, capacidade de perdão... Tudo muito bonito! Mas esqueci de mencionar como crianças também conseguem ser maldosas. Qualquer coisa é motivo para você ser taxado pejorativamente. Uns quilinhos a mais, Rolha de Poço. Uns a menos, Olívia Palito. Óculos? Quatro olhos. Aparelho... Dente de trilho. E assim por diante.
Imaginem uma criança, recém-advinda do nordeste, com seu sotaque proeminente, baixinha, de óculos, dentes tortos, magrela, nerd e tímida?
Mal preciso contar no que deu esse bem bolado. Mas termino de contar em breve...
Saboreiem por enquanto a imagem mental de meu escárnio social prematuro!

domingo, 24 de agosto de 2008

TPM

Também conhecida como Tortura profunda mensal, ou ainda Tô Puta Mesmo!

Nestes períodos eu fico exageradamente sensível, intolerante, dramática, irritadiça e chorona. Por isso tenho surtos de coração mole, deixo-o escapar da redoma por alguns momentos e perco um pouco do “jogo de cintura”.

Um “Oi Mariana” vindo da parte dos meus irmãos, que em geral só me causa desconfiança, nestes dias em especial me enerva! Oi? Como assim oi? O que ele quer com isso? Por que ele adora me provocar?

Em dias normais, leio no jornal que caiu um avião na Espanha e matou 100 pessoas, penso: Puxa, que pena. Quantas pessoas morreram em vão. Mas... C’est la vie. Na TPM eu vejo que uma garotinha caiu e ralou o joelho, choro: Meu DeEeEeEuS que mundo injusto! Essa pobre garotinha que mal sabe o que é a vida precisa passar por um sofrimento incabível desses? Vai ter que passar merthiolate e vai arder (sim, hoje existem remédios mais modernos, mas pra mim, remédio que faz efeito ou tem gosto ruim ou arde!) e ela vai chorar e vai sofrer e buaaahhhh!

Outro dia eu andava de carro com meus pais por São Paulo. Eles no banco da frente, eu largada atrás assistindo a vida pela janela com olhar absorto. De repente vem uma criança, pede uma moeda. Meu pai até caça alguma coisa mas não encontra. Começo a chorar. Pais em desespero. Que aconteceu minha filha? Qual o problema? Uma criaaaaança na ruuuua meu Deeeus que mundo injusto! O que esse pobrezinho fez pra merecer? Enquanto isso aqueles adultos ficam sentados na calçada esperando que eles tragam os poucos trocados suados que adquiriram com muita humilhação e gastam tudo em cerveja! Buaaaaah!


E quando você tem um namorado e ele se atrasa 5 minutos? Você de TPM. De duas uma, ou pensa: Ele sofreu um acidente, morreu, nunca mais vou vê-lo nem nunca mais amarei alguém assim! Minha vida acabou! OU: Ele não me ama mais! Ou me esqueceu completamente como se eu fosse um saco de lixo fedido no canto esquerdo da cozinha ou ele tem outra e está se divertindo loucamente com a vagabunda porque ele não presta e... trimmmm (ou algum hit da Madonna, ou o créééu ou qualquer uma dessas musiquinhas irritantes de celular). Alô? Aaah... Oi! Você tá no trânsito? Tudo bem... Eu espero! Também te amo. ^^
¬¬

E tem mais: Você se sente o pior cocô do Tietê. Sim, não bastasse ser um cocô, ainda mais o pior deles, o mais zuado, mais fedido, você também está no meio do Tietê! É um cocô em meio a milhões de cocôs! Nem um cocô especial é! Você acorda e pensa: Odeio a minha vida. Pior! O mundo me odeia! Ninguém se interessaria por mim. Sou feia, zuada, burra, pobre e chata.

Fora as dores da cólica, o inchaço, a ânsia... Oh Gosh. Que mundo injuuuusto! Por que uma pobre garota honesta e de bom coração como eu tem que passar por um desvario desses?
C’est la vie...

Passos pela rua, lá vem...

Quem não sonha em encontrar uma pessoa um dia, olhar pra ela, suspirar e pensar... "I've finally found a love of a lifetime."?

Por mais que tenhamos planos diversos, de carreira, de viagens, de realizações pessoais, sempre fica aquela esperança de dividir tudo isso. "Pra quê somar se a gente pode dividir? Porque a vida só se dá pra quem se deu... Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu". Piegas? Um pouco.

Sim, eu em geral sou bem contida sentimentalmente, como já expliquei sobre o coração na redoma. Mas no fundo, é como disse muito propriamente um amigo... No fundo ainda sou a garota que segura o coração no colo, sentada num balanço, embalando-o com alguma canção da infância e dizendo a ele que ainda vai dar tudo certo, como sempre sonharam.

... E quem vai dizer que não? E quem vai negar que também espera?
Enfeitou a casa
Mas não acreditava
Que o amor ainda pudesse chegar
Pela madrugada
Linda ao pé da escada
Esperou sentada pra não se cansar.








A TPM tá passando, meu povo! Em breve acaba o chororô por aqui.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Brainstorming

Diagrama de Fletcher e Munson. Juventude Hitlerista. "Juventude PSDBista". Isso me lembra aquele episódio. Ele. Forget it. Mais umas páginas. Os cabelos cor de limão de Rudy Steiner. Liesel e seu amigo judeu. Entrega do exercício no final da aula. Nível sonoro e intensidade. Substitui na fórmula, apenas. Pagar aquela conta que eu esqueci já faz um mês. O terminal princesa Isabel demora séculos pra passar. Seguramente não são brasileiros. Ah, italianos. Hanno bisogno di andare a Faria Lima. Ho capito quasi tutto che hanno parlato. Parlano di me. Coragem! Deixa quieto. Max pinta as páginas do Mein Kampf. Saukerl! A mulher do prefeito eternamente de luto observa Molching do alto de sua mansão. Tenho que escrever aquela carta! Consolato Italiano in Brasile. Nossa, esse cheiro me faz lembrar dele. Frio na barriga. Será que deu certo o quantitativo das esquadrias? Uffa. Tem crédito no bilhete. Ah, ela recebeu meu e-mail. Quanto será de soda cáustica que vai por m²? Olhadela no orkut. Nada de novo. Quando será que essa angústia passa? Vai passar. Samba da Benção. Cinqüenta anos de bossa nova. Ah, se eu rimasse peixinhos com beijinhos, me chamariam de brega! Ele pode. Claro que pode, meu poetinha. Escritório, Mariana! Concentra. Remoção de sobrepintura nas folhas dos caixilhos em madeira. Relatório, Campos Elíseos. Eu deveria ter feito isso no Excel. Ugh.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

So sick

of love songs...

Há! Pegadinha.

To doente mesmo, não paro de externalizar o conteúdo de meu estômago pela boca, sendo eufemista. Alguém merece estudar assim? Eu! Daqui a pouco vou.

Bjosmeliga!

XAU

domingo, 17 de agosto de 2008

Love Memories

Puuuuts, lá vem a Maripê com mais bichisses!

Péééémmmm!

Errou.
Venho por meio deste divulgar o mais novo sucesso de Justin Timberlake. Ele ainda não sabe, mas eu e o Maximus (haha ele vai adorar esse codinome) elaboramos esta letra para seu próximo sucesso. Digno de Grammy!

S2 Love Memories S2
Look...
I know that words don't fix anything

But I think it's better talk
After all...
Our thing is not different from other things that had a bad ending
Just to remind you
I've already suffered a lot
But far from you
I'll suffer a whole lot mooooOOORE

I gotta tell you what's happening with my (furfle)feeeeelings
Get home and don't see you, my desire is to call you right awaaaay
And little by little the solitude and the silence hug me
My happiness is gone
Just the love memories... Don't go away.



Não está reconhecendo, energúmeno? Nada mais é do que a tradução porca de “Lembranças de Amor”, de Victor & Leo. Sim, a mesma que me arrancou algumas lágrimas viadinhas no show.

Imaginem, na versão de J.T., com aquela batida típica, aquele chapéu maroto, aquela voz aguda...

Novo HIT PARADE. Aguardem... Depois eu dou autógrafos quando nos tornarmos famosos. Daí eu divulgo a identidade “secreta” do Maximus.

XOXO, fellas!

Do you know where your heart is?

Primeiramente, você tem um coração?

Em caso de resposta positiva, aprochegue-se.

Mas não pergunto da forma clichê. Não estou falando do órgão responsável pela circulação sangüínea, tampouco deste coração que todo mundo diz ter.

Digo coração, de verdade. Que sente. Sente o mundo, as pessoas. Sente. Eu tenho um. E é extremamente raro encontrar pessoas que tenham! Outro dia mencionei que tinha um amigo muito legal, o Marcos. Disse que ele era raro. Eis o porque: Ele também tem um.

Conheci poucas pessoas que o possuem. Talvez possa contá-las apenas nos dedos da mão! Talvez e muito possivelmente, pensando bem.

O triste é que essas pessoas por vezes se perdem. Deixam-se levar. Porque é muito difícil manter um coração em meio à guerra. Ele é muito vulnerável... Em meio a mascarados armados e cobertos por armaduras, fica difícil resistir. Conheço alguns bravos que ainda desfilam com seus belos corações a paisana, mesmo sabendo o perigo que correm.

Outros covardes, como eu, decidiram colocá-lo em redomas. Medrosos.

Eu tenho um coração mesmo... Apesar de estar escondido. E ele está preenchido, mesmo que contra a razão e contra a minha vontade. Esqueci de mencionar que ele também é independente! Posso escondê-lo, reprimi-lo, mas ele não deixa de sentir. E não se escolhe quem entra e quem sai. Está cheio de amigos, familiares, lembranças, alguém.

Muita gente por aí acha que tem um. Não. Você não precisa ser perfeito, impecável, sem vícios ou problemas. Você só precisa sentir. E ser fiel a ele. Amar? O maior medo e maior desejo dos cardiomnis. Eu amei alguém desde que o conheci e amo até hoje. E sabe... Eu sei que não vamos ficar juntos. Pior de tudo, eu sinto. Ainda assim não posso exigir sua saída. Stupido cuore. Che cosa si può fare? Com o tempo ele muda de idéia. Tem que ser paciente... With great power comes great responsibility.

Sim, porque sentir é um grande poder se você aprende a usá-lo. Eu preciso aprender a usá-lo melhor. Até pediria ajuda, mas duvido que hajam muitos mais com esta síndrome por aí. Cardiomnis. Hey... Alguém? Alguém tem um?

Alguém?

...

Do you think you can find it?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Courtney

Um breve adendo: Quem é Courtney? Ela aparecerá com certa freqüência em minhas histórias, pois entrou em minha vida há mais de dez anos e continua nela. A história da minha pré-adolescência se confunde com a dela e a dela com a minha. Temos zigbilhões de histórias juntas! Contarei futuramente como nos conhecemos, mas saibam que tem chão até chegar ao que somos hoje... E ainda extremamente cúmplices.

O que importa é que fomos ontem ao show juntas, mais uma de nossas empreitadas. Sabe amigo pra tudo? Aquela pessoa que você já perdeu a noção do que é vergonha diante dela. E com mulheres o negócio é complicado... Posso ser mulher, mas reconheço que são um bichinho difícil! Cheias de não-me-toques, dramas, intrigas. Chega a ser irritante! Não sou das mais enérgicas representantes da raça feminina (talvez apenas no quesito irritante), mas como convivo com centenas principalmente por cursar uma faculdade de Arquitetura, sei bem do que estou falando.

Mas com a Courtney é tudo muito tranquilo. Já passamos bons e maus bocados juntas, chorando, rindo ou chorando de rir. (Principalmente o último. Nossas crises de riso são irremediavelmente doloridas! Quando começam, sabemos que dificilmente acabarão rápido. Dói a barriga, as bochechas até os olhos com a compressão).

Aprendemos a conviver com a distância presente e com as diferenças. Nos apoiamos em problemas amorosos, perrengues da faculdade, momentos marcantes e lidamos até com a morte. Com ela eu consigo até ser um pouco mulherzinha, de falar "eu te amo", chamar de baby e falar com voz docilmente imbecil. Porque amizade entre mulheres é mais carinhosa mesmo, com mais demonstrações explícitas e coerentes.

Por que eu disse coerentes? Porque vai entender a amizade masculina! Os caras são amigos, se gostam, mas na maneira de se expressar parece que se odeiam! Vide depoimentos no orkut.

Femininos:

*CamiliNHAH*: Nhaaaaaaaaaaaaaaah a Mizi é meu amorxinhuuuu! A zente zoa muito xuntaaaaaaaaaaaas! Todos os dias no colégio, amisisters S2 te amo forever negaaaa! XOXO =**

Masculinos:

Digão: Fala lek! Esse cara é o maior filho da p#$@ que eu conheço! Vai se f@#%! C sabe que nóis é sempre parceiro né, viado? Abraço por trás!

Agora me diga. Dá pra entender? Tudo bem que a maioria das amizades deles são ao menos sinceras. Porque o que tem de Camilinhah aí falando mal de Mizi pelas costas, não tá escrito! (os nomes são meramente ilustrativos. Se você se identificou, meus pêsames, sua falsa!) Haha Intrínseco à personalidade feminina... Fazer o que.

Bjo pra elas e abraço por trás pra eles!

Só as lembranças de amor...

Não passam.



Chorei.


Confesso, particularmente nesta parte do show eu derramei umas lágrimas sofridas. Enquanto Victor e Léo cantavam "Lembranças de amor", tive um reboliço interno, mistura de alegria, tristeza, euforia, falta de senso do ridículo e excesso de calor humano. O gelo derreteu.

Vamos nos situar, certo? Fui ontem ao Rodeio de Araras, especialmente pelo show de Victor & Léo. Quem me conheceu tempos atrás, estranharia muito esta empreitada, pois eu DETESTAVA o gênero sertanejo. Porém, caminhos da vida me levaram a apreciar! Hoje, me apetece. Um pouco pela influência do meu ex-namorado (é triste reconhecer isso... Espero que ele não leia, já que eu o xingava horrores por gostar dessas "porcarias"). Mas até que agradeço a ele, pois o outro motivo de gostar é minha convivência no interior, onde sou constantemente exposta a este tipo de influência. E é aquela velha história... Se não pode ir contra, junte-se a eles! Neste quesito, ter aprendido a gostar foi importantíssimo! Economizei quilos de irritação gratuita.

Mas tem um porém. Agora eu troquei de amor para a vida inteira! Não amo mais o Clint, pessoas. Mais um entrou para o rol de cinemusicoliteratelevisiogatos. Meu novo amor é o Victory Léo. Sim, porque quem diabos sabe diferenciar quem é Victor e quem é Leo?! Nem a Courtney (codinome apropriadíssimo) nem eu sabíamos quem era quem nesse bem bolado, mas nos apaixonamos pelo moreno! Diante do impasse, decidimos que o moreno era o Victory Léo e o loiro era apenas um coadjuvante, parte da banda. Puta cara sem sal!

Pois é... Hoje, eu te amo. Não vou negar. E outra pessoa não servirá. Tem que ser você, sem porque, sem pra quê. Tem que ser você... Sem ser necessário entender.

Críticas ácidas caiam sobre mim! Gosto sim de sertanejo. Como também aprecio um samba... Bossa nova, Rock! Techno, dance, house, pop, forró... e Clássicas! Principalmente tocá-las no piano. A sonata ao luar... Clair de lune...

É possível amar várias pessoas ao mesmo tempo? Deve ser. Amo Léo e Clint e Darcy... E Debussy e Vinícius e João Neto. Saravá!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Bom

Gente, estou com um sério problema amoroso. Preciso desabafar com vocês.
Conheci um cara... Lindo, charmoso, com uma voz sensual, um jeito másculo e, como diria minha mãe, cara de que "sabe das coisas". Me apaixonei, perdidamente! Seu olhar me dá calafrios, penso nele durante o dia e sonho com ele durante a noite. Só há um problema.


Estou 40 anos atrasada.



Meoooo! Me apaixonei pelo Clint Eastwood aos 30 anos, em "Três homens em Conflito"!(The good, the bad and the ugly). (E LÓGECO que ele era o BOM). E agora? O que eu posso fazer?

Eu só faço burrada mesmo... Mas isso é recorrente em minha vida amorosa. Me apaixonei perdida e irremediavelmente pelo Mr. Darcy em "Orgulho e Preconceito". E por mais bobo que pareça, isso afeta minha vida real. Inconscientemente (ou não) começo a comparar todos os homens com meus modelos ideais cinemaliteratelevisiogatos e acabo me frustrando! Quero transformá-los nos meus personagens amados, merecedores de minha profunda devoção.

E obviamente, se o Clint fosse 50 anos mais novo, ele daria bola pra mim né? O ÚNICO problema é a idade, porque eu costumo me relacionar com certa freqüência com astros hollywoodianos. OH GOSH. Who deserves?


Clint S2 Foéva.


Bjuxau

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar uma Sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra de uma palmeira
Que já não há
Colher a flor que já não dá
E algum amor talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos de me entregar
Como fiz enganos de me encontrar
Como fiz estradas de me perder
Fiz de tudo e nada de te esquecer



Comprei o primeiro exemplar da Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova. Começaram bem! Tom.

Mas mal posso esperar pelo desse domingo. Vininha... Saravá!

Xaxá

Hoje comi uma bala na saída do restaurante... Tinha gosto de xaxá! Alguém era apaixonado por bala xaxá quando era criança? Lá em Recife, eu saía com Dorian e Will até a banca da esquina e comprava muuuuitas xaxás escondida dos meus pais, eles proibiam pq estragavam os dentes.


Tinha um gatinho na embalagem e era duuuura de danar! Eu adorava as de morango.


Deu saudades. ='(

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Safari

Primeiramente, peço perdão pela extensão da postagem anterior! Perceberam que eu sou realmente verborrágica, não? (também perceberam que eu A-DO-RO a palavra "verborrágica". É tão bonita! Chique... Soa intelectual).

Vou contar-vos mais uma história sobre meu avô, sua sisudez e seus reflexos sobre a minha meninice inocente.

Era uma vez... Três aventureiros destemidos desbravando um território hostil e desconhecido, munidos apenas de suas espingardas e uma boa dose de coragem, muita coragem. Mini-Maripê, Dorian e Will. Nós em nossa caçada imaginária, com armas imaginárias, na casa muito real do meu avô. Abro um parêntesis.

Desde que eu me entendia por gente, trabalhava na casa do meu avô uma moça chamada Nafi. Ela era negra, muito negra mesmo. Tinha Lábios grossos, bem rosados e um corte de cabelo peculiar! Como o fio era crespo, ela desbastava as laterais e cortava reto em cima. Parecia-me um trapézio invertido! Eu achava divertidíssimo quando era criança. Mas ela, assim como minha avó, adorava Dorian! E esganiçava com sua voz fina “É o santo de vó!”. Santo... Santo... Dorian Sacana, muito santo realmente! O amor é mesmo cego. Alguns anos mais tarde, Nafi morreria de hanseníase, que até então eu nem imaginava o que era.

Mas enfim... O parêntesis foi para incluir Nafi na minha história, devidamente apresentada a vocês. Continuemos a caçada. Desbravamos o quarto de voinha, o banheiro, o quarto de hóspedes, passando pela varanda, penetrando a sala de estar, sala de jantar e enfim alcançamos a cozinha! Lá, meu avô lia alguma enquanto Nafi fazia algum de seus serviços domésticos. E aí entra minha sagacidade sem limites.

Mini-Maripê, imbuída do mais genuíno e sincero espírito desbravador, exclama com muita empolgação ao avistar Nafi: “Vejam, uma nativa africana!”. Pra quê? Por que mini-Maripê nunca consegue ficar calada? Mais uma vez recebe o olhar furioso de voinho, que a puxa no canto, destila mais uma centena de esporros efusivos, tapas na mão e puxões de orelha.

Mais uma vez eu não entendi NADA. Desde onde é ofensa nessa vida dizer que alguém é africano? Na minha cabeça infantil, ela era negra e negros são da África! Simples assim. Então, eu era louca pra crescer e entender a cabeça dos adultos.

Mal sabia que o mundo adulto é cheio de preconceitos, ofensas, conveniências, intolerância e falsidade. Não há perdão, existe o orgulho e os ressentimentos.

No máximo eu era um pouco mal criada... Brigava com meus irmãos de se estapear e ficar roxa, pra 5 minutos depois surgir a proposta indecente “vamos brincar?” Seguida de um sorriso, um “sim” e uma correria.

Devia ter ficado lá. Em meados de 1993.