quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Uma patricinha muito louca aprontando altas confusões na cidade!

Última história pra fechar meu vômito verborrágico do dia: Mais uma do meu caminho agradável até a antiga obra onde trabalhei:

Neste dia eu passava próximo à Sala São Paulo. Ela fica coladinha à estação Júlio Prestes, em frente ao Shopping Fashion Center Luz (antiga rodoviária). O que os separa é uma enorme praça totalmente insalubre, que fede a chorume e abriga de mendigos a policiais civis naqueles trailers (sabe-se lá o que fazem). Um dos melhores auditórios de concertos do país, a Sala São Paulo é sede da OSESP, atraindo assim um público diferenciado se comparado com as almas perdidas que perambulam pelas ruas.

De repente vejo saindo da sala uma figura alta, magra e pálida, com um óculos estilo Jiban. Esbravejando no celular, indignadíssima. "Meu, você acredita que eu vim até aqui nessa porcaria e não consegui os lugares que a gente queria?". Pensei com meus botões... Será que essa nega não sabe que pode comprar ingressos pela internet? Ela parece que leu meus pensamentos e respondeu. "Não... Na internet não tinham lugares disponíveis. Vim aqui pessoalmente pra ver se arranjava, usando meu poder de persuasão. hahahihihohohuhu" (to escrevendo uma versão do que ouvi! Nem sei se ela usou a palavra persuasão, mas foi o que quis dizer).

Até assustei com a telepatia. Enfim, Qual seria a técnica de persuasão que ela pretendia usar? Quero nem saber. Mas ela tava mesmo com vontade de assistir ao concerto, porque definitivamente não era um tipo que eu costumo ver nas minhas andanças pela região. E se eles andam por lá, deve ser por túneis subterrâneos VIP. Sabe aquele tipo de pessoa que caga Ferreiro Rocher e mija Chanel Nº 5? É... esse mesmo tipo de pessoa que não pronuncia "caga" e "mija", nem perambula por essa região.

Sei que veio uma mendiga desenxabida no nosso caminho, abaixou as calças e coçou a fenda entre as nádegas tranquilamente. IM-PA-GÁ-VEL a cara da Paris Hilton da cracolândia. Ela não sabia se ria, se chorava... EU obviamente chorei de rir, da cena e da cara da moçoila.

Não trabalho mais nesta obra. Trabalho hoje no Palácio Campos Elíseos! (Que princesa, han?). Percebi a evolução logo no dia em que cheguei. Inspecionando a obra, passei por um pedreiro que pegou sua colher, direcionou-a com ímpeto artístico em direção aos lábios, fechou os olhos e mandou: "Preciso te dizer o que acontece com meu sentimentoooo". Aaaaah... O doce som de V&L. Senti que estava em solo sagrado.

Abraço!

2 comentários:

Lulu disse...

vc me MATA de rir maripe

Michel disse...

Nussa que visão perfeita pra chorar de rir...uma mendiga rasgando o furico na frente de uma patty indignada...como vc tem sorte viu Mari.