segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Liga o aaaaar!

QUE CALOR DOS INFERNOOOOS!

Que é isso, gente? Não tem alguma coisa errada nos termômetros não? Eu to escaldada, moída, lascada, esbaforida, largada no Saara aguardando a morte iminente que me assola perversamente. Tenho miragens com garrafas de coca-cola geladas... (mentira, parei de tomar refrigerantes). Sério! Tá impossível.

No primeiro ano de arquitetura, nós estudávamos muito os escritos do primeiro teórico que arquitetura ao qual temos acesso nos dias atuais, Vitrúvio. Ele escreveu tratados de arquitetura muito elucidativos numa época em que ela era quase completamente empírica. Lembro de uma leitura que fiz que falava sobre a importância de se ventilar os ambientes. "O calor amolece os corpos". Tinha algo assim.

Era verão na FAU. Eu entendi perfeitamente aquelas palavras. O calor na fau beira os limites do intolerável. Você tem a nítida sensação de estar derretendo! O corpo amolece e vai escorrendo pelas rampas num caminho tortuoso e quase infinito, já que é mais difícil encontrar um ralo naquele prédio que um heterossexual.

Você desliza sem rumo... Perdido... Desejando falaceeeer! E eu achando que isso era tudo. hmpf... Meu filho, senta que lá vem história! Artur Nogueira no calor consegue ser piooooor! Não sei o que tem nessa cidade pra ser tão quente! Acho que ela é tão chata que nem o vento se dá ao trabalho de passar pra um oizeen básico. Oibjosmeliga. Nada! Nem um fubangasaidaqui. Ele simplesmente ignora esta cidade e seus 35 mil habitantes entediados e derretidos.

Domingo a noite eu saí pra tomar um açaí! Açaí com banana picada e leite em pó! Hummm! Eu falo dessa mistura pro pessoal de São Paulo e eles só faltam gorfar na minha cara. Mas é excelente, pessoas! Muito gostoso mesmo... Se você não é frescurento e aceita um desafio, experimente. Dou minha palavra de honra que é uma diliça! Enfim... Primeiro que foi um sacrifício pra sair do carro com ar condicionado e encarar a rua, que mesmo de noite parecia uma estufa. Nem um ventinho engraçadinho mexia meus cabelos! Assustador! O açaí deu uma refrescada. Os sorvetes também. Ai quanto calor! E quanta caloria...

E isso porque nem começou o verão pra valer. Esse fim de ano promete!

Bjosdelonge! To suada!

sábado, 11 de outubro de 2008

Up!

Oi! Tudo bem? Vem sempre aqui?

Hoje tem casamento! Do Milton, colega do trabalho. Otimissíssima pessoa.

Faça sol, faça sol! Meu vestido é de verão. Mas tenho uma estratégia caso esteja frio, anyway.

Que post idiota, né? Obrigada! Fui só pra sair da rotina. Meus outros posts são muito "profundos". Várias construções de raciocínio ultra complexas. Este aqui é imediato, pra descontrair.

Bjosteamo

Óh céus

Não sou estrategista. Tenho plena consciência disso! Ajo mais por impulso ou embasada na certeza de estar fazendo a coisa certa, ou pelo menos o que acho que é certo.

Eu to... Sinceramente cansada. Cansada de fugir de mim mesma, de tentar traçar planos mirabolantes de ação, de ignorar uma presença e de fingir indiferença.

Ninguém vai entender isso aqui mesmo, mas pouco me importa. Um dia eu vou ler isso tudo e vou entender... Quem sabe rir do meu drama, lembrar da minha fragilidade. Terei muito mais problemas, mas saberei lidar melhor com eles, de forma que tudo parecerá um simples exagero juvenil.

Entrei esses dias na locadora com uma amiga e uma senhora muito simpática nos recebeu. Pedimos alguma sugestão, já que ela tinha indicado ótimos filmes para esta amiga anteriormente. Vocês têm alguma preferência de gênero? Eu, muito pesarosamente, admiti que preferia uma comédia porque estava meio down e precisava me animar!

A senhora me olhou... Uma moça tão jovem e bonita não tem motivos justos pra se deixar abater. O incrível é que na juventude sofremos muito mais, sendo que mais pra frente teremos reais motivos pra isso. Eu sei que nada do que eu fale aqui mudará muita coisa, mas você deveria sorrir, mocinha! Eu que deveria estar chorando! (e sorria insistentemente, pelo que a minha amiga disse, ela é só sorrisos)

Me animei um pouco e disse: Beleza, to alegre! Pega uma comédia aí pra combinar comigo!


É. Um dia tudo isso parecerá brincadeira de criança. Por que parece que dói tanto por enquanto? Esses jovens e seus existencialismos baratos. To farta de mim. (mentirinha, faz parte do meu show)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pensando bem...

Eu gosto mesmo de você. Não... Não começarei a cantar V&L aqui. Pensando bem, na vida:

Certa vez eu estava conversando com um amigo que vou chamar de “House”. Ele me disse uma coisa que na ocasião considerei uma idéia estapafúrdia e sem qualquer fundamento. Mas, agora pensando bem, ele tem sua razão.

Ele disse que existem apenas dois tipos de pessoas no mundo. As burras e as covardes. As burras são burras, não precisa explicar. Vivem no seu mundinho medíocre e não vislumbram nada além dele. As que são inteligentes percebem que este mundo é uma merda e se matam. Portanto, as que sobram são covardes. (ai meu Deus, diz que eu sou covarde!)

Pois bem. Faz sentido! Eu pouco paro pra pensar na minha existência, o que me encaixa perfeitamente no grupo dos burros. E minha vidinha ta pra lá de medíocre. E sabe, no que eu contribuo? Eu sou apenas uma consumidora inveterada, bombardeada por 40 zigbilhões de propagandas por dia, com um desejo maciço e permanente de comprar e comprar e ter e ser! Sou uma destruidora de recursos naturais e produtora de lixinhos inúteis que se somam aos lixões e formam esse lixo de planeta. Argh.

O mundo faz o que quer com a minha existenciazinha tralalá e eu estou muito satisfeita com tudo, trabalhando 10 vezes mais que meus ancestrais e aproveitando muito menos do meu tempo livre. (isso quando ele me sobra). Como eu to revolucionariazinha de quinta hoje, valhamedeus. Nem pra protestar eu presto. Coisinha a toa!

Mas garanto. Meu máximo de “serumanidade” será entrar no grupo dos covardes.

Bjosnãomeliga.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Perfume

Não me venha com perfumes fortes, ou doces, ou principalmente baratos! Tenho uma fortíssima intolerância a certos odores.

Sentei-me no ônibus, peguei meu livro. Comecei a folhear quando se assentou ao meu lado uma senhorita que certamente saiu pronta pra matar (literalmente). Cabelos milimetricamente penteados e ensebados com aqueles cremes para efeito molhado, decote, cinto dourado, maquiagem que não se sabe ao certo o que é mais gritante, se os lábios rosa-fúscsia com gloss ou as pálpebras furta-cor brilhante. E o detalhe: O perfume. AQUELE PERFUME.

É um aroma único. Cheiro de dor de cabeça, que vem acompanhada de ânsia e enjôo agudos. Fiquei sem saber como agir! Tive vontade de tampar o nariz porque estava insuportável pra mim, mas daria muito na cara! Comecei a respirar pela boca, mas é muito difícil quando o nariz ta lá livre e desimpedido... No fim ele sempre acaba aspirando algum cheiro. E um fio leve daquele perfume me desconcertava!

Depois de um tempinho de angústia, pra não ficar uma situação muito chata, tentei mudar de lugar. Mas infelizmente eu estava com a minha malinha de academia, a mochila com as coisas da faculdade, um casacão pendurado nos braços e um corredor cheio de gente no meu caminho. Ou seja, eu estava presa naquela redoma de perfume barato!

A agonia ia aumentando. Eu fingi que estava dormindo e comecei a cheirar minha mão. Mão cheirando a tinta de uns testes que eu fiz no trabalho. Qualquer coisa era melhor que aquele perfume! Mas eu não sei porque diabos quando tem uma coisa que nos incomoda, não conseguimos nos desligar.

Tipo quando há uma imagem incômoda não conseguimos deixar de dar uma espiadela esporádica e fugir rapidamente o olhar, não a tempo de impedir que a imagem fique gravada na cabeça. A mesma coisa é com os cheiros! Vez por outra eu dava uma cheiradinha no ambiente pra ver como estava e subia aquela marofa de enjôo. (assim como me subia um ardor na garganta).

Vou vomitar. Não tem jeito! Sorte que faltavam alguns quarteirões! Pedi pra descer ali mesmo e fui andando (ou melhor, cambaleando) até a academia. Vai ser aqui no elevador mesmo! Não. Eu agüento. Mais um pouco. Banheiro! Chega banheiro!

Abre a porta do elevador no último andar do edifício. Uma mulher olha pra a minha cara que já deveria estar verde e pergunta: Desce? Eu não tinha forças nem paciência pra responder. Ela ainda insiste: Não vai responder? Desce? Não agüentei. Qual a outra opção minha senhora? Estamos no último andar! A senhora pode deixar ele parado aqui, se quiser. Saí e deixei a doida lá. Chega logo banheiro! Ali naquela planta... Num vai ter jeitooo! Não. Vai... Dá pra chegar ao banheiro. UFFA. Desabei no banheiro.

Saí fraca, enjoada. Fiz 10 minutos de bicicleta e 2 exercícios pra perna.

Moral da história: Inspirar perfumes enjoativos faz mal pra a saúde. Além de debilitar o corpo, prejudica a prática de atividades físicas.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

La vita è Bella!

Sábado eu assisti pela quilhonésima vez (acho que inventei isso) o filme “A vida é Bela”. Eu não entendo como consigo chorar todas as vezes sendo que já sei TUDO o que vai acontecer, a seqüência das cenas, até as falas se bobear! Mas eu consigo.

No final eu já comecei a chorar por antecipação... Meu pai olhando espantado pra a minha face sofrida enquanto passava uma cena engraçadoila no filme. Sim, porque ele é triste e divertido! (Aliás, eu me sinto assim às vezes. Fico fazendo graça da minha desgraça e sorrindo enquanto choro por dentro).

E no fim... Fica aquela tristeza acalentada. Uma amável tristeza amiga, que nos afaga. Dormi com ela. Quer dizer, na verdade verdadeira eu dormi com meu irmão Will (para saber mais do Will, leia a postagem “Os sonhos"). Will dorme numa cama de casal e eu sempre peço pra dormir com ele quando me sinto triste. Daí pelo menos eu não fico tão sozinha. =/

Aliás, hoje estou lutando pra não me entregar de corpo e alma à sedutora tristeza. Não vou. Tristeza não tem fim, felicidade sim. Eu não tenho vocação pra relacionamentos duradouros mesmo! Xô tristeza! Vou fazer minha provinha de Italiano.

Ciao ragazzi!

sábado, 4 de outubro de 2008

Face 2 Face

É o nome do programa da academia que eu to fazendo. Tem esse nome para estimular os alunos, fazendo-os se sentirem especiais, acho. Face a face com os instrutores, recebendo atenção e orientação “exclusivos”. Beleza.

Na primeira vez que resolvi encarar esse negócio de academia um pouco a sério, foi puramente por questão estética, confesso. A idéia de cuidar da saúde veio depois, mas juro que veio! Eu estava já cansada de ouvir meus irmãos me chamarem de mole. Ai gente, tem coisa mais triste? Irmão não perdoa mesmo né. Eu não tava tããão zuada assim, até porque sou magrela de tudo! Difícil ter gordurinhas. Mas realmente, do parco tecido que me cobria os ossos, boa parte estava em mal estado. =(

Certo. Me maquiei antes de sair de casa pra não parecer tão malcuidada. Entrei, recebi toda explicação do esqueminha, fui para o vestiário trocar de roupa. Me fantasiei devidamente com a básica calça de licra, top e camiseta. Olhei no espelho. GEZUIS! Como eu sempre odiei usar essa calça de licra! Fico parecendo que to de pernas de pau. E olhei em volta... Tinham várias mulheres meio gordinhas e etc. Mas não, a gente só repara mesmo nas top top. Tinha uma com o corpo perfeito, escultural (e silicone, claro). Daquelas que você olha e na hora deseja estar vestindo um saco de pão na cara.

Então comecei a pensar... Eu tenho 22 anos, plena juventude e to aqui definhando por puro desleixo! Preciso arrumar uma desculpa pra isso. Pensei em voltar lá com uma dúzia de livros científicos e fingir que leio enquanto faço os exercícios, assim pensariam “Ela não é destas garotas fúteis que só ligam para a estética, é uma intelectual! Na certa só está aqui por algum experimento científico... Ou por recomendação médica. Questão de saúde.”

Eu escaparia ilesa. Pensei também em espalhar pra todo mundo que eu já tive obesidade mórbida e pesei 230 quilos. É como nessas histórias de pessoas que perderam cassetais de quilos, não importa o depois. Importa somente a comparação com o antes! O depois pode até ter ficado marromeno, ainda assim o mundo aplaude pela mudança. Então, todos me olhariam e pensariam: “Nossa, esta garota é realmente uma vencedora! Está uma deusa em comparação com o que deve ter sido. Estou emocionado com sua garra e força de vontade. Snif.”.

Bah... Esquece. Não inventei nada. Cheguei na cara e na coragem e assumi a preguiça escancarada de peito aberto! Mas tomei como propósito não desistir. E quando eu ponho uma coisa na cabeça, meu filho... Sai de baixo que eu to chegando! Digamos que eu sou perseverante. (pra não dizer teimosa). E resisti!

Depois voltei ao vestiário com tapa olhos laterais imaginários, daqueles que se põe em cavalos pra só olharem pra frente! Tomei banho despreocupadamente e dolorida pelo primeiro dia empolgado de esforços. Saí do chuveiro parecendo um panda! Tinha esquecido da maquiagem que agora estava toda borrada. Mas eu era um panda feliz.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

XX

Sabe de uma coisa? Deus que me perdõe, mas eu tenho CERTEZA que ele errou as contas quando decidiu que eu ia ser menina. Uns cromossomos x a mais aí... Sei não!

É um infortúnio muito grande esse negócio de ter que menstruar, engravidar, sofrer o parto... E ainda tem que se depilar, fazer as unhas, fazer chapinha, colocar silicone, malhar, passar maquiagem, usar salto alto, usar perfumes doces e enjoativos...

Eu não quero mais! Desisto!

(Pior que o corpo humano é muito espertinho. Prevendo essa minha revolta, infiltra hormônios espiões que me monitoram e não me permitem fugir ao destino! Ugh! Quanto mais eu odeio, mais eu amo tudo isso. Ai, mulheres.)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Grompf

Todos os dias eu vou ao restaurante e prometo a mim mesma que vou comer o suficiente. Mas não. Meus olhos obesos não me permitem.

E cá estou eu novamente, estufada e sonolenta... Com o fecho da calça apertando e a consciência me atazanando.

Aaaah... O domínio próprio. Tão desejável e tão fugidio. Outubro começou bem, não?