É o nome do programa da academia que eu to fazendo. Tem esse nome para estimular os alunos, fazendo-os se sentirem especiais, acho. Face a face com os instrutores, recebendo atenção e orientação “exclusivos”. Beleza.
Na primeira vez que resolvi encarar esse negócio de academia um pouco a sério, foi puramente por questão estética, confesso. A idéia de cuidar da saúde veio depois, mas juro que veio! Eu estava já cansada de ouvir meus irmãos me chamarem de mole. Ai gente, tem coisa mais triste? Irmão não perdoa mesmo né. Eu não tava tããão zuada assim, até porque sou magrela de tudo! Difícil ter gordurinhas. Mas realmente, do parco tecido que me cobria os ossos, boa parte estava em mal estado. =(
Certo. Me maquiei antes de sair de casa pra não parecer tão malcuidada. Entrei, recebi toda explicação do esqueminha, fui para o vestiário trocar de roupa. Me fantasiei devidamente com a básica calça de licra, top e camiseta. Olhei no espelho. GEZUIS! Como eu sempre odiei usar essa calça de licra! Fico parecendo que to de pernas de pau. E olhei em volta... Tinham várias mulheres meio gordinhas e etc. Mas não, a gente só repara mesmo nas top top. Tinha uma com o corpo perfeito, escultural (e silicone, claro). Daquelas que você olha e na hora deseja estar vestindo um saco de pão na cara.
Então comecei a pensar... Eu tenho 22 anos, plena juventude e to aqui definhando por puro desleixo! Preciso arrumar uma desculpa pra isso. Pensei em voltar lá com uma dúzia de livros científicos e fingir que leio enquanto faço os exercícios, assim pensariam “Ela não é destas garotas fúteis que só ligam para a estética, é uma intelectual! Na certa só está aqui por algum experimento científico... Ou por recomendação médica. Questão de saúde.”
Eu escaparia ilesa. Pensei também em espalhar pra todo mundo que eu já tive obesidade mórbida e pesei 230 quilos. É como nessas histórias de pessoas que perderam cassetais de quilos, não importa o depois. Importa somente a comparação com o antes! O depois pode até ter ficado marromeno, ainda assim o mundo aplaude pela mudança. Então, todos me olhariam e pensariam: “Nossa, esta garota é realmente uma vencedora! Está uma deusa em comparação com o que deve ter sido. Estou emocionado com sua garra e força de vontade. Snif.”.
Bah... Esquece. Não inventei nada. Cheguei na cara e na coragem e assumi a preguiça escancarada de peito aberto! Mas tomei como propósito não desistir. E quando eu ponho uma coisa na cabeça, meu filho... Sai de baixo que eu to chegando! Digamos que eu sou perseverante. (pra não dizer teimosa). E resisti!
Depois voltei ao vestiário com tapa olhos laterais imaginários, daqueles que se põe em cavalos pra só olharem pra frente! Tomei banho despreocupadamente e dolorida pelo primeiro dia empolgado de esforços. Saí do chuveiro parecendo um panda! Tinha esquecido da maquiagem que agora estava toda borrada. Mas eu era um panda feliz.
Na primeira vez que resolvi encarar esse negócio de academia um pouco a sério, foi puramente por questão estética, confesso. A idéia de cuidar da saúde veio depois, mas juro que veio! Eu estava já cansada de ouvir meus irmãos me chamarem de mole. Ai gente, tem coisa mais triste? Irmão não perdoa mesmo né. Eu não tava tããão zuada assim, até porque sou magrela de tudo! Difícil ter gordurinhas. Mas realmente, do parco tecido que me cobria os ossos, boa parte estava em mal estado. =(
Certo. Me maquiei antes de sair de casa pra não parecer tão malcuidada. Entrei, recebi toda explicação do esqueminha, fui para o vestiário trocar de roupa. Me fantasiei devidamente com a básica calça de licra, top e camiseta. Olhei no espelho. GEZUIS! Como eu sempre odiei usar essa calça de licra! Fico parecendo que to de pernas de pau. E olhei em volta... Tinham várias mulheres meio gordinhas e etc. Mas não, a gente só repara mesmo nas top top. Tinha uma com o corpo perfeito, escultural (e silicone, claro). Daquelas que você olha e na hora deseja estar vestindo um saco de pão na cara.
Então comecei a pensar... Eu tenho 22 anos, plena juventude e to aqui definhando por puro desleixo! Preciso arrumar uma desculpa pra isso. Pensei em voltar lá com uma dúzia de livros científicos e fingir que leio enquanto faço os exercícios, assim pensariam “Ela não é destas garotas fúteis que só ligam para a estética, é uma intelectual! Na certa só está aqui por algum experimento científico... Ou por recomendação médica. Questão de saúde.”
Eu escaparia ilesa. Pensei também em espalhar pra todo mundo que eu já tive obesidade mórbida e pesei 230 quilos. É como nessas histórias de pessoas que perderam cassetais de quilos, não importa o depois. Importa somente a comparação com o antes! O depois pode até ter ficado marromeno, ainda assim o mundo aplaude pela mudança. Então, todos me olhariam e pensariam: “Nossa, esta garota é realmente uma vencedora! Está uma deusa em comparação com o que deve ter sido. Estou emocionado com sua garra e força de vontade. Snif.”.
Bah... Esquece. Não inventei nada. Cheguei na cara e na coragem e assumi a preguiça escancarada de peito aberto! Mas tomei como propósito não desistir. E quando eu ponho uma coisa na cabeça, meu filho... Sai de baixo que eu to chegando! Digamos que eu sou perseverante. (pra não dizer teimosa). E resisti!
Depois voltei ao vestiário com tapa olhos laterais imaginários, daqueles que se põe em cavalos pra só olharem pra frente! Tomei banho despreocupadamente e dolorida pelo primeiro dia empolgado de esforços. Saí do chuveiro parecendo um panda! Tinha esquecido da maquiagem que agora estava toda borrada. Mas eu era um panda feliz.
4 comentários:
gostei das desculpas
Vc escreve bem!!! Gostei do Blog
Um pouco melodramática, mas muito interessante
Álias pra mim, vc parece bem!!! Não parece o tipo q faz feio em uma academia, e os pandas sempre foram meus animais prediletos.
Um Abração e desculpe a intromissão (Rimou!!!)
Oi, qualquer Zé. Bem-vindo ao meu mundo melodramátrico! haha
Dramaqueen é meu sobrenome, prazer. Sou uma espalhafatosa admitida, mas não orgulhosa. Apenas conformada.
Ahhh, Obrigado pela recepção calorosa.
Admite então, não só q é dramatica, como tb espalhafatosa!!!
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